O
Propósito Eterno de Deus
Qual o
propósito eterno de Deus? O propósito eterno de Deus é a salvação do
homem?
Os
erros doutrinários que surgiram ao longo dos séculos acerca de como ocorre a
salvação em Cristo é porque não conseguiram identificar qual é o
propósito eterno de Deus. Não consideraram que a promessa de
salvação não é eterna, uma vez que a porta de salvação, que hoje está
aberta, um dia se fechará.
O propósito de Deus em Cristo
sim, este é eterno, pois começou na eternidade e se perpetuará na eternidade. Embora a salvação conceda vida eterna
para os que por ela são alcançados, na eternidade não haverá
salvação.
Paulo
apresentou o propósito eterno de Deus aos cristãos em Éfeso:
“E desvendou-nos o mistério da sua
vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de
fazer convergir em Cristo todas as coisas, na plenitude dos
tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra”
(Efésios 1: 9- 10).
Deus
tornou conhecida a sua vontade (desvendou o mistério oculto) que
propusera e consentiu (beneplácito), de fazer convergir em Cristo
todas as coisas, tanto as que estão nos céus quanto as que estão na
terra, para que (objetivo) em tudo Ele seja proeminente (superior,
sublime, preeminente).
Como
Deus 'desvendou o mistério da sua vontade', é sem razão de ser o
argumento de que o homem não compreende as questões acerca da
salvação por ter um mente finita. Como Deus desvendou o mistério da
sua vontade é porque o homem é plenamente capaz de compreender os
seus propósitos.
O
propósito eterno de Deus é específico: a preeminência de Cristo
sobre todas as coisas “Ele é a cabeça do
corpo, a igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos,
para que em tudo tenha a preeminência” (Colossenses 1:
18); “E foi assim para que agora, pela
igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos
principados e potestades nas regiões celestiais, segundo o eterno
propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor” (Efésios
3: 10- 11).
O propósito eterno é segundo
a soberania de Deus, e jamais poderá ser revogado ou invalidado por
criatura alguma, pois seu propósito não tem como base o homem ou
algo que é passageiro. É por isso que ouvimos ecoar:
"Porque todas
quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para
glória de Deus por nós"
(II Coríntios 1: 20).
Ora, de
todas as promessas estabelecidas por Deus, todas cumprem-se em
Cristo, e por Ele são plenamente confirmadas para a glória de Deus que se
revela naqueles que são salvos.
Confundir o propósito de Deus, que é eterno, com a salvação em Cristo,
que é temporal, ou seja, a salvação restringe-se ao tempo chamado ‘hoje’, fez
surgir muitos erros doutrinários.
Deus
salva o homem ‘hoje’, visto que um dia a porta da graça se fechará,
e será conhecido (manifesto) o juízo de Deus que se deu em Adão. A salvação é para a eternidade,
mas não há um propósito eterno em salvar indefinidamente, visto que
Deus não salvará na eternidade.
Salvação é para o tempo que se chama ‘hoje’. O tempo estipulado para
o socorro de Deus é o ‘agora’. Porém, o propósito eterno de Deus em
Cristo é para a eternidade, pois a preeminência de Cristo sobre
todas as coisas é algo pertinente a eternidade.
O
Propósito Eterno e a Salvação
O propósito
eterno que Deus estabeleceu antes dos tempos dos séculos é a
preeminência de Cristo sobre todas as coisas. E no que consiste a
preeminência de Cristo? A primogenitura de Cristo entre muitos
irmãos
“... a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”
(Romanos 8: 29).
Isto porque,
além de Cristo assentar-se à destra da majestade nas alturas, com
todas as coisas debaixo dos seus pés, Ele também foi constituído a
cabeça da igreja, que é o seu corpo. Paulo demonstra que Cristo está
ligado aos seus muitos irmãos, de forma que a plenitude dele enche
tudo em todos (João 1: 16; Efésios 1: 21- 23).
Para levar a
efeito o propósito eterno (segundo o conselho da sua vontade), que é
a preeminência de Cristo sobre todas as coisas, foi estabelecida na
eternidade a criação do homem segundo a imagem e semelhança de Deus.
Tudo teve
início quando foi dito:
“Façamos o
homem à nossa imagem e semelhança”
(Gênesis 1: 26). O homem foi criado perfeito (imagem e semelhança),
com plena liberdade (De todas as árvores comerás livremente Gênesis
2: 16), posto em um lugar perfeito (Genesis 2: 15), com uma regra
definida (dela não comeras) e com conhecimento essencial para
exercer o seu livre-arbítrio (certamente morrerás).
O homem deixou
de confiar na palavra de Deus e confiou nos seus sentidos.
Eva viu que a
árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e desejável para
dar entendimento (concupiscência), desobedeceu a Deus e comeu do fruto da árvore,
e deu a Adão, esquecendo-se
que foram alertados que não comessem (Genesis 3: 6).
O homem pecou
e foi destituído da vida que há em Deus. Ele passou a estar
(separado de) morto
diante de Deus. Deixou de ser participante da vida que há e provem
de Deus, estabelecendo a inimizade entre Deus e os homens.
Porém, a queda
de Adão não foi um obstáculo ao propósito eterno, pois segundo a sua
providência, o Cordeiro de Deus foi morto antes da fundação do mundo
em resgate da humanidade (I Pedro 19- 20).
Todos que
obedecem à verdade, ou seja, que crêem na mensagem do evangelho, não
segundo as suas obras de justiça, mas segundo o próprio propósito e
graça que há em Deus, são de novo gerados homens espirituais, para
uma viva esperança (I Pedro 1: 3 e 23).
A salvação em
Cristo é anunciada a todos os homens perdidos em Adão, e todos que
aceitam maravilhosa salvação são regenerados (criados novamente),
segundo Deus em verdadeira justiça e santidade.
O propósito
eterno não foi estabelecido nos homens carnais e terreno,
mas, tal propósito é estabelecido nos homens espirituais
e que pertencem aos céus (I Coríntios 15: 45- 49).
O novo homem
foi criado em paz com Deus, a imagem e semelhança daquele que de
novo os gerou segundo a palavra da verdade, que é semente
incorruptível
“Qual o
terreno, tais também os terrenos; e qual o celestial, tais também os
celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim
traremos também a imagem do celestial”
(I Coríntios 15: 48- 49).
Deus salvou os
homens segundo a sua maravilhosa virtude (misericórdia) e graça
"Mas vós
sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo
adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das
trevas para a sua maravilhosa luz"
(I Pedro 2: 9).
Ele salvou e pós nos cristãos a palavra da reconciliação. Salvar não
foi o
bastante, pois segundo o propósito eterno (que é a preeminência de
Cristo), Ele escolheu (elegeu) os salvos, e não os incrédulos, segundo a sua maravilhosa
graça para serem irrepreensíveis e santos diante dele.
Deus salvou os
homens segundo a sua maravilhosa graça e segundo o seu eterno propósito (a
preeminência de Cristo), e, então, os recebeu por filhos, segundo o
que havia predeterminado de ante mão. Todos que crerem em Cristo,
são salvos e recebem a filiação divina, para que Cristo seja o
primogênito entre muitos irmão. Ou seja, se alguém não desejar ser filho de Deus,
deve rejeitar o evangelho da graça, visto que, todos os que são salvos em
Cristo não terão outro destino: são filhos de Deus segundo
o Seu eterno propósito: a preeminência de Cristo como a cabeça da
igreja.
Ora, a eleição
e a predestinação são segundo o propósito eterno de Deus de fazer
convergir em Cristo todas as coisas. Diferente é a salvação, que é
segundo a sua misericórdia, graça e amor. Em amor, graça e misericórdia
Deus resgata todos os homens da condição de sujeição ao pecado, e, segundo o
seu propósito eterno, estes homens são constituídos filhos de Deus,
para que Cristo seja primogênito entre muitos irmãos.
A
Salvação
O ministério
de Jesus consistiu em buscar e salvar o que se havia perdido
"Porque o Filho
do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido"
(Lucas 19: 10). Ora, segundo a‘visão’ Monergista, podemos
considerar que os 'eleitos' e os 'predestinados', em última instância,
nunca se perderam.
A teologia da livre graça
demonstra que os perdidos nunca tiveram chance de salvar-se, e o
escolhidos e predestinados, nunca tiveram oportunidade de se perder.
Ora, há uma grande contradição entre o que Jesus disse, e o que
apregoam os adeptos da livre graça, visto que, Jesus veio em busca
do que havia efetivamente perdido, e eles demonstram que alguns
nunca se perderam, pois Deus os salvou pela eleição e predestinação
antes mesmo de se perderem.
Porém, o que
se verifica nas escrituras é que todos os homens se perderam, e que
Cristo veio buscá-los e salvá-los.
Depreende-se
do texto, que efetivamente os homens se perderam em Adão, e que
Jesus veio em busca dos perdidos, e não de salvos (Lucas 19: 10). Ou seja, Jesus não estava em um
faz de conta, buscando alguém que aparentemente estava perdido, mas
que, em última instância, nunca esteve perdido, conforme apregoam os
seguidores da teológica da ‘livre graça’.
Jesus veio
salvar homens perdidos em conseqüência de uma condenação anterior.
Sem contradição alguma! Primeiro os homens perderam-se em Adão, para
depois ser oferecido por Deus redenção gratuita.
Deus nunca mandou
os homens para o
inferno como base na sua soberania, como se fosse um tirano. Antes,
todos os homens foram julgados e condenados em Adão. Segundo a
condenação em Adão é que os homens seguem à perdição.
Ora, Deus amou
o mundo de tal forma que deu o seu Filho Unigênito, pois todos
estavam debaixo de condenação. Ora, todos os que morrerem sem
salvação evidenciaram a justiça de Deus, pois os condenados à morte
seguem para a morte eterna
“Mas se a nossa injustiça faz surgir a justiça de Deus, que diremos?
Será Deus injusto, trazendo ira sobre nós?”
(Romanos 3:
5).
Ora, o amor de
Deus em conceder o seu Filho não invalida a sua retidão e justiça:
não é porque Jesus morreu em resgate de todos os homens, que os que
estão sob condenação não serão punidos. Deus não faz acepção de
pessoas, a alma que pecar essa morrerá, e o culpado não será tido
por inocente.
O
amor de Deus é evidente pela oferta de Cristo na cruz do calvário.
Muito mais evidente é o amor porque ele morreu por pecadores. Aos
que crêem é oferecido uma nova vida, pois a 'vida' herdada de Adão
não subsiste ao juízo de Deus: deve morrer e ser sepultada com
Cristo.
Deus é justo,
e todos que nascerem segundo a vontade da carne, vontade do sangue e
vontade do varão, compartilham da natureza do homem terreno, e, são,
portanto, condenáveis diante de Deus pela desobediência de Adão
“Pois
assim como por uma só ofensa veio a juízo sobre todos os homens para
condenação...”
(Romanos 5:
18).
A salvação é
oferecida hoje (agora), uma vez que:
-
o amanhã não pertence ao homem;
-
o juízo já ocorreu e todos os homens estão
condenados, e necessita de salvação 'hoje';
-
se a condenação fosse no futuro, somente
após a condenação teria razão oferecer redenção;
-
antes que houvesse mundo
não houve oferta de salvação, nem por eleição e nem por
predestinação.
Seria um
contra senso Deus conceder salvação ao homem tendo em vista um
juízo e uma condenação que ainda não havia ocorrido. Porém, Jesus veio em busca
daquele que se havia perdido, porque todos juntamente se
extraviaram, e não havia quem buscasse a Deus.
Se a salvação é segundo a
eleição e a predestinação, o dia sobre modo oportuno seria na
eternidade, antes que houvesse mundo. Como o 'tempo aceitável' pode
ser hoje, se a eleição e a predestinação é antes dos tempos dos
séculos? Como Deus oferece 'aqui e agora' o dia de salvação, se
todos nasceram com um destino certo?
Jesus não veio
julgar a humanidade porque todos já estavam debaixo de condenação
"Vós julgais
segundo a carne; eu a ninguém julgo"
(João 8: 15). Caso Jesus declarasse juízo sobre os homens, estaria
invalidando o juízo estabelecido no Éden
"E se alguém
ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim,
não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo"
(João 12: 47).
Jesus é claro
em demonstrar a condenação dos homens que Ele veio salvar:
“Quem nele crê
não é condenado, mas quem não crê já está condenado...”
(João 3: 18).
Ora, é
plausível considerar que Deus
determinou aqueles que haveriam de ser
salvos antes que houvesse mundo através da sua soberania ou da sua presciência, se os homens
ainda não haviam se extraviado?
Ora, Adão era livre
em todos os aspectos, e se ele não tivesse
comido do fruto?
Ora, Deus é
sabedor de todas as coisas pela sua presciência, no entanto, jamais
obrigaria Adão a comer do fruto proibido. Como determinar de ante
mão quem seria salvo, se nem mesmo
havia alguém perdido?
Considerando que Deus a ninguém oprime,
temos que a soberania e presciência de Deus não leva ninguém a tomar
decisões contra a sua própria vontade
"Ao Todo-Poderoso não
podemos alcançar; grande é em poder; porém a ninguém oprime
em juízo e grandeza de justiça" (Jó 37:
23).
Deus soube que o homem
haveria de pecar, e soberanamente não interferiu na decisão do
homem. Antes, Deus abriu uma nova porta em Cristo, o último Adão,
para que os descendentes do primeiro Adão percebessem através da
mensagem do evangelho que lhes é necessário decidirem pela salvação.
Sem oprimir ninguém a fazer
escolhas, Deus soberano dá continuidade ao propósito eterno de fazer
convergir em Cristo todas as cosias. De que se queixará o homem? Dos
seus próprios pecados! Mas, como Deus predestina o homem à perdição
e ainda o culpa?
O homem foi
criado fadado a pecar? Não lhe foi dado o livre arbítrio?
Ora, o que se
percebe é que a eleição e a predestinação referem-se ao propósito
eterno que é a preeminência de Cristo sobre todas as coisas, e não com
relação à salvação.
A salvação é
para quem está perdido. A salvação (é depois da perdição) é posterior
à perdição, segundo o
propósito eterno, que é anterior a perdição. Segundo o propósito
eterno o Cordeiro foi morto, para que Ele recebesse glória e honra
acima de todo o nome
"Que com grande
voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e
riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de
graças"
(Apocalipse 5: 12);
"E adoraram-na
todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão
escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação
do mundo"
(Apocalipse
13: 8).
A salvação não
é através da oferta do Cordeiro, se não todos indistintamente seriam
salvos. A oferta do cordeiro é segundo o propósito eterno, para que
Cristo recebesse poder e honra acima de todo o nome que se nomeia.
A salvação é
para aqueles que tornam-se participantes da carne e do sangue do
Cordeiro, pois pela fé morrem, são sepultados e ressurgem com Cristo
uma nova criatura
"Porque foi
para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser
Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos"
(Romanos 14: 9).
A morte e a
ressurreição de Cristo foram para estabelecer o seu Senhoril sobre
mortos e vivos. Mas, na ressurreição é que os perdidos encontram
refrigério
"Que também,
como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não
do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa
consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo"
(I Pedro 3: 21).
Deus não
salvou ninguém na eternidade, pois a salvação é para o tempo dos
homens. ‘Agora vos salva’, ou seja, na eternidade Deus não
determinou, não predestinou ninguém à salvação.
Paulo ao
interpretar o anunciado pelo profeta Isaias, que disse:
“Assim diz o
Senhor: No tempo favorável te ouvirei, e no dia da salvação te
ajudarei, e te guardarei, e te darei por aliança do povo, para
restaurardes a terra...”
(Isaias 49:
8), demonstra que, aqui e agora é o tempo aceitável de Deus. Ou
seja, Ele não aceitou ninguém na eternidade como diz a ‘visão
monergista’ ou o ‘evangelho’ segundo Calvino e Armínio. Se Deus
houvesse predestinado ou escolhidos alguns para a salvação, ‘eis
aqui agora’ não seria o tempo da salvação (II Coríntios 6: 2).
Isto demonstra
que na eternidade foi estabelecido o propósito eterno de Deus para
que em tudo Cristo tivesse a preeminência. Segundo o seu eterno
propósito, os que crêem em Cristo para salvação, ou seja, que
aceitam beber da água que faz uma fonte que jorra para a vida eterna
são eleitos e predestinados para serem co-herdeiros com Cristo, e
Ele primogênito entre muitos irmãos.
Na eternidade
não há salvação, se HOUVESSE, os anjos caídos seriam salvos. Na eternidade
Deus não salvou e nem salvará, pois a salvação de Deus é revelada
para o tempo que se chama hoje. Os perdidos que morrerem seguem para
o juízo de suas obras, pois já estão debaixo de condenação eterna.
Mas, para aqueles que morrerem com Cristo (quando crêem), ressurgem uma nova
criatura, onde o propósito de Deus cumpre-se e seguem para a
eternidade participante da vida em Deus.
É por isso que
Paulo ao escrever a Timóteo demonstrou que Deus nos salva no tempo
que se chama ‘hoje’, no momento aceitável. É preciso dar ouvido ao
convite do Pai Eterno que o evangelho apresenta:
"Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz,
não endureçais os vossos corações..."
(Hebreus 3:
7).
A voz do
Espírito ressoa ‘hoje’, e quem ouve pode aceitá-lo ou não. Mas,
aqueles que ouvem e não resistem ao Espírito são salvos. Os salvos
são chamados com uma santa vocação, segundo o propósito eterno que é
a preeminência de Cristo, e são constituídos filhos de Deus, santos
e irrepreensíveis
"Que nos
salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras,
mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em
Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos"
(II Timóteo 1: 9).
A 'eleição' é
segundo o propósito eterno e a 'graça' é concedida segundo Cristo.
Mas, tanto a graça quanto o propósito eterno são antes dos tempos
dos séculos, pois são provenientes de Cristo.
Deus salvou
Paulo e Timóteo segundo o poder que há no evangelho (II Timóteo 1:
8), pois sabemos que o evangelho é poder de Deus para todo aquele
que crê (João 1: 12; Romanos 1: 16; I Coríntios 1: 24).
O apóstolo
Paulo apresentou um argumento aos que não criam na ressurreição dos
mortos, que também é válida para os monergistas:
“Se, como
homem, combati em Éfeso contra as bestas, que me aproveita isso, se
os mortos não ressuscitam? Comamos e bebamos, que amanhã morreremos”
(I Coríntios 15: 19).
Tal
argumento é totalmente pertinente! Como é impossível alguém esperar
em Cristo segundo a visão monergista, se não há como determinar quem é ou não
predestinado à salvação? O recomendado é comer e beber, pois se você for um
dos escolhidos para a salvação, será salvo. Porém, se você não tiver
tal sorte, ao menos não viveu em busca de uma esperança
morta.
Amados, consideremos o que o
Espírito diz:
"Porque ele é o nosso Deus, e nós povo do seu
pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz, não
endureçais os vossos corações..." (Salmo 95: 7- 8).
Claudio Crispim
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