| 1 |
2 | 3 | 4 |
5 |
Pág. 3
Difere quanto as considerações
sobre Deus
É bem verdade que Bertrand Russell não
era cristão. Primeiro porque ser cristão não é viver decentemente de acordo com
suas razões. Segundo, ser cristão não decorre de questões dogmáticas ou de uma
mera crença na existência de Deus.
Ser cristão não é ter alguma espécie de
crença acerca de Cristo, antes é preciso crer especificamente na forma de
doutrina que foi entregue por Cristo.
Quando digo forma, não é a concepção
formalista, antes especificamente de toda doutrina do evangelho.
Não é porque alguém é religioso que é
cristão, antes somente os que crêem na mensagem de Cristo, conforme diz as
Escrituras, são verdadeiramente seguidores de Cristo.
Russell declarou que:
"A idéia de que as coisas devem ter um começo é devida,
realmente, à pobreza de imaginação", quando falou contra o argumento da causa
primária. Concordo plenamente com Russell, pois a pergunta: "de onde veio Deus?"
também é
descabida, isto devido a pobreza de imaginação de alguns.
A lei de causa e efeito não aplica-se a
Deus, pois ela foi estabelecida por Deus. É certo que a idéia de que tudo
precisa ter um começo também é 'pobreza' de imaginação.
Diferente de outras religiões, o mundo e
tudo que existe não se apóiam em criaturas como elefantes, tartarugas, etc.
Para ser Cristão é preciso acreditar na
Escritura que diz: "Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra,
e os céus são obras de tuas mão. Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles
como roupa envelhecerão" Sl 45: 6- 7; Hb 1: 10- 11.
Um cristão crê que Jesus Cristo criou
todas as coisas, pois Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente! Hb 13: 8. Já quem não
é cristão, como é o caso de Russell, basta acreditar que Cristo foi somente um homem com 'um grau
muito elevado de bondade moral' ou coisa semelhante.
Para Russell as lei naturais são
simplesmente 'médias estatísticas': "São médias
estatísticas como as que surgiram das leis do acaso"
, e que elas não podem revelar Deus.
Sabemos e experimentamos no dia-a-dia
que as leis naturais não são médias estatísticas, isto porque leis como a
gravitacional são absolutas por natureza.
Há alguma lei proveniente do acaso? A
mesma lei que regula a gravidade também regula o 'aparente' acaso quando se lança
os dados.
Da mesma forma que o homem sabe que se
lançar os dados o resultado sempre será aleatório, ele
sempre lançará a semente no solo certo de que ela irá nascer. Por acaso
há algum 'acaso' nas leis que regulam o que é aleatório?
Todos os que semeiam crêem que irão
colher, pois está é a lei na natureza! Quem lança a semente acreditando que não irá
colher? Quem fará um sorteio certo de que todos irão ser sorteados? Observe que
tanto os resultados dos dados quanto a lei gravitacional partem de um mesmo
pressuposto: a certeza do 'sempre'!
Estas leis são absolutas por natureza,
uma vez que o homem não pode influencia-las ou alterá-las. Como alterar a lei
gravitacional? Como alterar o que é aleatório sem viciar os dados?
Para quem se propõe negar a existência
de Deus, como foi o caso de Russell, e não compreende que as leis são absolutas
por natureza, só resta a pergunta descabida: "Por que Deus
lançou justamente essas leis naturais e não outras?".
Será porque Deus é Deus que estabeleceu
justamente as eis que conhecemos? Que parâmetro
Russell utilizou para levantar tal questão? A bíblia diz que Deus fez tudo
segundo o conselho de sua própria vontade Ef 1: 11.
Não é porque os argumentos dos homens
mudam que as leis naturais sofrerão mutações. Não é porque os argumentos dos
religiosos mudam que Deus sofrerá mudança. Tanto Deus quanto as leis naturais
permanecem imutáveis independentemente das concepções dos homens.
Os argumentos humanos são falhos da
mesma forma que os argumentos de Russell são falhos. Porém, a 'fabilidade' das
argumentações humana não depõe contra e nem a favor da existência de Deus.
Se Immanuel Kant e Bertrand Russell
conhecessem a origem do bem e do mal conforme ensina a bíblia, jamais
teorizariam a respeito na tentativa de contrariar a existência de Deus ou não.
Quem disse que ações boas e más fazem o
homem diferente diante de Deus? Se assim fosse, Nicodemos seria aceito por Deus
e a mulher samaritana rechaçada.
Responda: Quando os pecadores vinham a
presença de Cristo eram condenados por suas práticas? O que Jesus disse a Maria
Madalena? O que Ele disse a Zaqueu?
Os pecadores tinham medo de Cristo?
Talvez o medo seja a base de alguma religião, porém, todos os pecadores que
encontram com Cristo não foram amedrontados. A mensagem do evangelho alerta aos
pecadores que precisão de salvação, livrando-os do medo da morte.
Por que as religiões que alegam ser
cristãs fixam-se tanto nas questões morais e comportamentais se Cristo as deixou
em segundo plano? Como contestar os ensinamentos de Cristo se eles não se apóiam
em questões comportamentais e morais?
Quem disse a Russell que o mundo é
governado por Deus? A bíblia é clara: Deus deu aos homens o domínio sobre a
terra. Como os dons de Deus são irrevogáveis, não lemos que Ele tenha tomado o
domínio da terra das mão dos homens "Deus os abençoou e
lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra, e sujeitai-a; Dominai
sobre os peixes do mar, sobre todas as aves dos céus e sobre todos os animais
que se arrastam sobre a terra" Gn 1: 28.
Quem disse que Deus há de reparar as
injustiças humanas? Perceba que as informações de Russell foram colhidas de
fontes pouco confiáveis, pois as religiões que se dizem cristãs, na verdade não
são.
A bíblia demonstra que a humanidade foi
julgada em Adão, e que todos nascem condenados à perdição. Para estar condenado
não depende do que o homem faça. Basta nascer conforme disse o salmista Davi:
"Certamente em iniqüidade fui formado, e em pecado me
concebeu minha mãe" Sl 51: 5.
O que Davi fez antes de nascer para ser
concebido em pecado? Este é um dos grandes diferenciais entre a doutrina do cristianismo
autêntico e os pensamentos de outras religiões.
A bíblia demonstra também que, além da
condenação em Adão, todos os homens serão conduzidos a um tribunal antes de
seguirem para a eternidade. Todos os homens serão julgados por causa de suas
ações.
Os salvos terão um tribunal próprio e
serão julgados pelas suas condutas após decidirem-se por Cristo. Serão
retribuídos segundo as suas ações, conforme o bem e o mal que fizerem.
Os perdidos terão um tribunal chamado o
grande Trono Branco, e serão julgados pelas suas condutas no decurso da sua
vida. Serão retribuídos segundo as suas ações, pois no quesito comportamento Deus não faz acepção de
pessoas.
continua...
Claudio Crispim
| 1 |
2 | 3 | 4 |
5 |