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Difere quanto as
considerações sobre a moral
Diferente de todas as religiões, o
evangelho de Cristo demonstra que não é através da moral e do comportamento que
o homem é considerado justo ou injusto diante de Deus.
As religiões do mundo procuram ditar
regras para que os seus seguidores vivam uma vida virtuosa. As virtudes humanas
são louvadas em todas as religiões. Fazer boas ações confere salvação àqueles que se aplicam
em
realizá-las em outras religiões.
Como ser justo diante de Deus? O
evangelho demonstra que somente Deus pode justificar o homem condenado à
perdição.
Enquanto as religiões apresenta a
salvação e a perdição como resultante de uma escolha do homem, o evangelho
demonstra que, por estarem perdidos, resta ao homem decidir-se
(necessidade) por Cristo para
ser salvo.
O evangelho demonstra que tanto o homem
de moral elevada, quanto o homem de moral reprovável é o mesmo diante de Deus.
Ambos, por serem nascidos de Adão, estão condenados e trilham um caminho de
perdição.
Jesus demonstrou a Nicodemos, um dos
religiosos de conduta impecável, que, apesar dele ser mestres, juiz e fariseu,
era preciso nascer de novo.
A mulher samaritana que tinha um dos
comportamentos mais reprováveis à época (ela teve 5 maridos e o que agora ela tinha não
era dela), de igual modo precisava nascer de novo.
Ou seja, para Jesus, Nicodemos e a
samaritana eram reprováveis diante de Deus. Ambos necessitavam nascer de novo
para alcançar salvação sem qualquer referência a conduta e a moral de ambos.
Para as religiões basta uma melhora na
condição moral do homem que ele estará próximo de Deus. Para algumas delas, o
homem precisa aperfeiçoar o seu comportamento para alcançar a perfeição e a
salvação.
Para alguns homens nem é necessário a religião para
se portarem segundo a
moral e os bons costumes.
Para o evangelho, não é a melhora ou a
piora moral que torna o homem melhor ou pior diante de Deus.
Da mesma forma que o homem tornou-se
culpável e condenado por ser nascido de Adão, para ser justo e inculpável diante
de Deus é preciso nascer de novo, de Cristo, o último Adão.
Para as religiões basta ao homem
arrepender-se de seus erros passados e não mais cometê-los no futuro que será
salvo. Acerca desse tipo de arrependimento Paulo alerta, pois são arrependimento
de obras mortas.
Jesus, ao chamar ao arrependimento, diz
de uma mudança de concepção, ou seja, que se abandone os velhos conceitos de
como agradar a Deus aceitando a verdade do evangelho.
Difere quanto aos Caminhos
O evangelho de Cristo demonstra que
há somente dois caminhos: o caminho de perdição e o de salvação.
As religiões apontam que existem vários
caminhos ou formas de o homem achegar-se a Deus. A humanidade percorre caminhos
diversos na sua busca pelo divino.
Alguns entendem que a moral é o melhor
caminho; outros tentam o sacrifício; outros buscam o ostracismo ou o isolamento.
Há quem busca a Deus pelos seus sentidos através das meditações, orações, etc.
A bíblia demonstra que há caminhos que
ao homem parece perfeito, ou seja, que é possível chegar a Deus por meio deles.
Mas, ao final, é um caminho de perdição, pois continuam sob a condenação de Adão.
Enquanto o homem segue vários caminhos
segundo o seu coração, não consideram que de nada adianta, visto que os seus
corações foram concebidos segundo o mal proveniente da natureza decaída de Adão.
Cristo demonstrou que há um único
caminho pelo qual os homens são salvos: a fé na mensagem do evangelho.
Jesus também demonstrou que há um único
caminho que conduz a perdição, e que muitos são os que entram por ele. Embora os
homens procurem seguir vários caminhos segundo a sua concepção, ao final, seguem
o caminho de perdição.
É comum ouvirmos que todas as religiões
conduzem a Deus. Jesus não era adepto desta concepção. Ele mesmo demonstrou que há
dois caminhos: um para a condenação, e outro para a vida eterna.
Não é o sofrimento que aproxima o homem
de Deus, visto que, bons e maus sofrem e tem alegrias.
Não é reparando as injustiças sociais, ou
fazendo coisas consideradas justas pela concepção humana que fará o homem salvo
diante de Deus.
Difere da concepção de Justiça
dos homens
As religiões consideram que a justiça de
Deus é idêntica a concepção humana de justiça.
Para os homens o justo decorre da moral,
do bom comportamento, do bom caráter, da lei, das regras, etc. As injustiças
decorre da opressão, da maldade, do desregramento, da falsidade, etc.
As religiões pautam a sua
concepção do que é justo diante de Deus através do bem e do mal.
Porém, a justiça de Deus não decorre da
concepção do bem e do mal, visto que, este entendimento acerca do bem e do mal é
proveniente da árvore do conhecimento pela qual o homem provou a morte.
O evangelho demonstra que a justiça de
Deus é proveniente da sua natureza. Deus é justo, e tudo que é nascido dele é
justo. A natureza do homem proveniente de Adão é segundo a impiedade, não por
causa de suas ações, antes por causa da natureza de quem o homem foi gerado.
A justiça de Deus
decorre da natureza, diferente da concepção de justiça dos homens, que é
proveniente da concepção acerca do bem e do mal.
Deus estabelece a sua justiça através da
nova natureza concedida aos homens que crêem em Cristo. Todos quantos de Deus são gerados são justos perante Ele.
Todos quantos são gerados da carne (Adão), da vontade do varão, e da vontade do homem,
são ímpios e vivem impiamente.
continua...
Claudio Crispim
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