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O Julgamento das Nações |
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Salmo IX Neste salmo o salmista louva contando as maravilhas realizadas por Deus. A alegria do salmista está em Deus. Diante das maravilhas realizadas por Deus o salmista salta de prazer e passa a relatá-las. Geralmente o salmista louva proclamando as realizações que Deus fez no passado, porém, o salmista Davi na condição de profeta canta as maravilhas que Deus há de realizar no futuro. Este salmo é um cântico profético a respeito das realizações de Deus e do seu Ungido quando for instituído o reino. O rei Davi participou de inúmeras batalhas, porém, em seus salmos ele não louva a Deus por ter lhe provido de armas, cavalos, guerreiros ou vitórias por meio de sua espada. O salmista não faz referência a armas ou batalhas travadas. Os inimigos não foram abatidos nas guerras que Davi participou. Ele nem mesmo demonstra que seus inimigos participaram de uma guerra. Neste ponto está o motivo pelo qual o salmista salta de prazer, os seus inimigos são abatidos ante a presença do Senhor. Não há qualquer referência neste salmo aos campos de batalhas. A disputa na qual os inimigos se apresentam é diante de um tribunal presidido por Deus. O salmista canta louvores a Deus por causa de um direito, que quando efetivado, faz com que os seus opositores retrocedam, caiam e pereçam ante aquele que está assentado no tribunal e julga justamente. Não há o que os inimigos contestarem, visto que aquele que se assenta para julgar, julga justamente. Há um tribunal e um juiz, mas qual é a causa em pauta neste tribunal? Resta descobrirmos qual a questão apresentada ao juiz. Sabemos pelo salmista que o Juiz deu ganho de causa a quem tinha um direito, e que o veredicto divino repreendeu as nações e destruiu os ímpios. A questão em pauta diante daquele que julga justamente versa sobre um direito sobre as nações (v. 4 e 5). O único que possui um direito diante de Deus estabelecido por decreto sobre as nações, é Cristo: "Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e os fins da terra por sua possessão..." Sl 2: 8. O salmista ao louvar a Deus não tratou de questões pessoais, antes, ao louvar a Deus por suas maravilhas demonstra que Deus manterá o direito concedido ao Filho por decreto eterno. Cristo tem direito sobre as nações com base no decreto divino, e quando as nações forem repreendidas e os inimigos de Cristo destruídos, o direito de Cristo será sustentado (v. 5). Sobre os inimigos do Filho, aqueles que não se deixarem instruir, estes têm o seu futuro traçado: sofrerão a ira de Deus; não terão lugar no novo tempo de paz e justiça; não haverá moradas para eles, pois a memória dos ímpios será extirpada para sempre (v. 6). Ao compararmos o salmo cento e cinco com o salmo nove, verifica-se que este salmo fala acerca das ações de Deus que serão realizadas no futuro, enquanto aquele descreve as ações de Deus no passado. Enquanto que a memória dos inimigos perece (v. 6), o Senhor permanece reinando para sempre (v. 8). Sabendo que Cristo é rei e juiz, e que Ele exercerá domínio e juízo sobre as nações Sl 2: 10, verifique que o versículo sete apresenta o Senhor assentado e com o seu tribunal pronto para exercer juízo. O Senhor mesmo há de julgar o mundo e dominará os povos com retidão. Além de exercer domínio e juízo sobre as nações Sl 2: 9, Cristo permanece sendo o autor da salvação. Ele salvará todos os oprimidos que buscarem refugio nele. A salvação dos homens, mesmo quando Cristo exercer domínio e juízo sobre todos os povos será por meio da fé. Todos quantos confiarem em Cristo para a salvação de suas almas não serão desamparados (v. 9- 10). O salmista novamente anuncia que louvará anunciando os feitos de Deus entre os povos (v. 11). Ele havia anunciado ter saltado de prazer ao saber que Deus manteria o direito do seu Filho, e agora, ele louva a Deus por não esquecer dos aflitos. Observe a relação: no início o salmista louva ao Deus Altíssimo, e agora ele passa a louvar o Senhor que habita a cidade santa, Sião. Ele passa a louvar sob a perspectiva dos moradores de Sião. Deus jamais se esquecerá dos seus servos que tiveram o sangue derramado. Os aflitos do povo de Sião não estão esquecidos pelo Senhor. A aflição do salmista é de quem faz parte da Sião que esteve as portas da morte por causa daqueles que odeiam o seu povo. A misericórdia de Deus, além de levantar a Sião das portas da mortes, também concede motivos para o salmista enumerar todas as ações de Deus as portas da cidade restaurada. O ódio que as nações nutriam contra a Sião do salmista é a causa da queda das nações gentílicas. Enquanto achavam que afligindo a nação de Israel alcançariam vitória, estavam se enterrando na cova que prepararam. Deus é conhecido pelo juízo que fez através do julgamento das nações v. 8. O salmista deixou registrado que os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus. Sobre as nações Jesus vaticinou: "E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas (...) Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" Mt 25: 32 e 41. Dentro do que Jesus disse, observe que os pobres e necessitados entrarão em primeiro lugar no seu reino. Para entender de que pobre e de que necessitado Jesus estava falando é necessário compreendermos as bem-aventuranças. Uma coisa é certa, ninguém será salvo ou lançado no inferno por causa de sua condição social ou econômica (v. 18). Quando o salmista diz: "Levanta-te Senhor...", não diz de um desejo no salmista, e sim do que ele aguarda do seu Senhor. Deus há de se levantar para julgar os homens enquanto nações. "E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda" Mt 25: 31- 33. Jesus homem não tinha nenhuma beleza para que o desejássemos, mas quando se assentar no trono de sua glória, aquela glória que Ele tinha antes com o Pai (João 17: 15), as nações serão reunidas e julgadas por Ele. Perante o Filho do homem glorificado os homens saberão que são meros homens. Amém!
Claudio Crispim
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