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A Carta de Paulo aos |
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Introdução "... aquele que está morto está justificado do pecado" Rm 6: 7. O Dr. Bancroft ao escrever sobre a justificação, registrou o seguinte: "O método é divino e não humano. O homem só pode justificar o inocente; Deus justifica o culpado; o homem justifica à base do mérito; Deus justifica à base da misericórdia (...) Se o homem tivesse de ser justificado nesta base, seu caráter moral teria de ser perfeito; mas ninguém é perfeito. 'Não há homem que não peque.' 'Não há salvação por meio do caráter. O que os homens necessitam e ser salvos de seu caráter.' " Emery H. Bancroft, Teologia Elementar, Ed. EBR, ed. 2001, Pág. 256, III. (grifo nosso). A bíblia é clara ao dizer que Deus não tem o culpado por inocente "Que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração" (Êxodo 34: 7). Daí surge a pergunta: É possível Deus justificar o culpado sem contrariar a sua própria palavra? É pertinente a colocação de Bancroft? "... não justificarei o ímpio" Êx 23: 7. Jesus disse que é necessário ao homem nascer de novo e não fez qualquer referência a elementos humanos como caráter, moral e comportamento. O homem é salvo (resgatado) do pecado (vã maneira de viver), ou de seu caráter? Ao termino desta introdução você será capaz de determinar qual a base da justificação em Cristo. Como se dá a justificação em Cristo? Para desfazerem a aparente contradição que há em um Deus justo que justifica o homem pecador, alguns pensadores pensam a justificação como um ato de clemência de Deus, no qual Ele inocenta um culpado (pecador). Outros, tem na justificação um ato de juiz, onde Deus trata o pecador injusto como se fosse justo, porém, esta pessoa não é realmente justa. Neste diapasão Scofield diz: "O pecador crente é justificado, isto é, tratado como justo por causa de Cristo (...) A justificação é um ato de reconhecimento divino e não significa tornar uma pessoa justa" C. I. Scofield, A bíblia de Scofield com referências, nota à Rm 3: 28. (grifo nosso). Outros apresentam o amor de Deus como base à justificação. Outros, tem na justificação um ato de Pai, que não leva em conta os erros dos filhos. Para outros, a justificação é um ato de anistia. Outros, que a justificação decorre da soberania de Deus. Afinal, qual é a base para a justificação para que não haja uma contradição em Deus ser Justo e Justificador daqueles que crêem em Cristo? O humanidade foi declarada culpada em Adão Rm 5: 19. Em Adão todos os homem tornaram-se pecadores e foram destituídos da glória de Deus Rm 3: 23. A salvação de Deus por intermédio de Cristo visa salvar (resgatar) o homem desta condenação Rm 5: 18b, e conduzi-los para o reino do Filho do seu amor Cl 1: 13. Jesus ao falar da salvação disse a Nicodemos: "Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" Jo 3: 3. Este versículo demonstra que o empecilho à entrada do homem no reino dos céus encontra-se no seu nascimento. Se é necessário um novo nascimento, o antigo nascimento é a causa da impossibilidade do homem ter acesso a Deus. Todos os homens tornaram-se filhos da ira e da desobediência por serem descendentes de Adão. A parábola das duas portas e dos dois caminho Mt 7: 13- 14, e a figura dos vasos para honra e desonra ilustram esta realidade Rm 9: 21. O acesso à porta larga e ao caminho que conduz a perdição decorre do nascimento em Adão, e o acesso à porta estreita, e ao caminho que conduz a vida, é o novo nascimento. Da mesma forma, os vasos para desonra são criados em Adão Rm 9: 22, e os vasos para honra são criados em Cristo Rm 9: 23. Para reverter esta impossibilidade aos filhos de Adão, Jesus demonstra por meio do evangelho a necessidade do novo nascimento, onde aqueles que crêem em Cristo são de novo gerados, de semente incorruptível, que é a palavra de Deus I Pd 1: 3 e 23. A condenação se deu em Adão, e a salvação se dá em Cristo, por intermédio do lavar regenerador. Aqueles que crêem são gerados de novo, para uma viva esperança pela ressurreição de Cristo. Os nascido de Adão foram declarados culpados e pesa sobre eles a condenação. Os nascidos de novo são justificados, ou seja, após serem criados em verdadeira justiça e santidade, a nova criatura, ou o novo homem por ser JUSTO é declarado justo por Deus. É certo que o homem é declarado culpado por Deus por causa de uma condição adquirida em Adão. Por que Deus declararia o homem justo, se esta não é a sua real condição? Se a condenação do passado afetou toda a humanidade, por que a justiça de Cristo não é efetiva hoje? Desta análise decorre que a justificação não é um ato de juiz, não é um ato de Pai e também não é uma ato judicial. Ou seja, a justificação decorre de um ato criativo da parte de Deus.
Os princípios que constam da lei são todos levados em conta quando da justificação do homem, sem contradição alguma. Ao justificar o homem que crê em Cristo, Deus é justo e a sua declaração de justo não é direcionada a um ímpio tido por inocente. O homem sem Cristo está morto em delitos e em pecados Ef 2: 1. A condição de morto decorre da queda em Adão, porém, aquele que está morto para Deus vive para o mundo. A bíblia nos informa que Cristo, enviado ao mundo, é o único acesso dos homens a Deus. Ele é o novo e vivo caminho consagrado em sua carne Hb 10: 20. Cristo morreu pelos injustos, ou seja, a morte dele foi a favor dos injustos. Todos quantos crêem no sacrifício de Cristo tornam-se participantes de sua morte, e efetivamente morrem juntamente com Ele Rm 6: 6- 7, e passaram a viver para Deus Ef 2: 5. Quando o velho homem, a velha natureza é crucificada com Cristo, cumpre-se o que determina a lei: o pecador não será tido por inocente; a alma que pecar, esta mesma morrerá, e; a pena não passa do transgressor. Ao unir-se com Cristo na sua morte, o homem deixa de viver para o mundo, e é justificado do pecado Rm 6: 6, e declarado justo por Deus Rm 5: 1. Sabemos que o nosso velho homem, a velha natureza herdada em Adão, foi crucificada em Cristo Rm 6: 6. O corpo do pecado foi desfeito por meio da nossa união à morte de Cristo, e não mais servimos ao pecado Rm 6: 18. Fomos plantados juntamente com Cristo, na semelhança da sua morte Rm 6: 5. Através da comunhão com Cristo tornamos participante da sua morte, e de fato morremos com Cristo Cl 3: 3. Recebemos a circuncisão de Cristo, que é o despojar (desfazer) do corpo da carne herdada em Adão Cl 2: 11. Quando o homem aceita a Cristo, ele é convidado a tomar a sua própria cruz, e seguir após Cristo Mt 16: 24. Ao seguir após Cristo, a lei de Deus é estabelecida: o ímpio, o pecador, o injusto recebe a pena determinada: a morte. Há o despojar do corpo da carne. A natureza condenada de Adão juntamente com o corpo que pertencia ao pecado é sepultada. Após a união com Cristo na sua morte, dá-se o milagre da regeneração e justificação. Este é conseqüência daquele, e após a regeneração, se dá a justificação. Como? Após tornar-se participante do corpo e do sangue de Cristo Jo 6: 54- 56, o velho homem é sepultado a semelhança de Cristo (o batismo representa esta verdade), e ressurge um novo homem, criado segundo Deus, em verdadeira justiça e santidade Ef 4: 24. Este novo homem vem a existência por intermédio de Cristo. É uma nova criatura em Cristo. Quando o homem regenerado surge dentre os mortos Ef 2: 1, ele é declarado justo, pois esta é a sua nova condição perante Deus. Deus é luz, e nele não há trevas nenhuma. Deus é a verdade, e jamais haveria de declarar como sendo justo, alguém que não é efetivamente justo. Deus não representaria uma farsa diante dos homens, tratando os injustos como justos, sem que tais homens sejam de fato justos. A declaração de Deus é taxativa: "Eis que faço nova todas as coisas" Ap 21: 5. Como Cristo morreu por todos os homens, logo, todos os que aceitam o seu sacrifício morreram II Co 5: 14. Deixamos de viver para o mundo e passamos a viver para Deus II Co 5: 15. A nova vida em Cristo dá ao homem uma nova condição diante de Deus e dos homens: passamos a condição de nova criatura. Somos criados à imagem daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Deixamos a condição de filhos das trevas, e passamos a condição de filhos de Deus. As coisas do velho homem, como a condenação, a ira, a carne, o pecado, todas elas já passaram, e em Cristo, eis que tudo se fez novo. Cristo se fez pecado para que sejamos feitos, ou seja, criados justiça de Deus "Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" II Co 5: 21 (grifo nosso). A justificação tem a sua base em um ato criativo de Deus, onde ele faz surgir um novo homem, que é declarado justo por ser verdadeiramente justo. As palavras traduzidas por 'justificar' e justificação' significam, segundo a idéia bíblia 'declarar justo', 'declarar reto' ou 'isento de culpa ou castigo', condição esta possível após o homem ser gerado de novo, por intermédio de semente incorruptível I Pd 1: 3 e 23. Deus declara justo somente aquele que é efetivamente justo, condição esta que se dá por meio da filiação divina Jo 1: 12. Todos quantos crêem em Cristo, recebem poder para serem feitos, ou seja, criados filhos de Deus. Estes são de novo criados, não segundo a semente de Adão, mas através da palavra e do Espírito Jo 3: 5, conforme o prometido nas Escrituras “Então espargirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis” (Ezequiel 36: 25- 27). A justificação se dá por intermédio da Palavra de Deus, uma vez que é Ele quem fez espargir água pura sobre os homens. Através da palavra, o homem fica limpo e purificado. Por que? Como? Ao homem é dado um coração novo e um espírito novo (Regeneração), conforme Jesus disse a Nicodemos, necessário vos é nascer da água e do Espírito. Após o homem nascer de Deus (Espírito) e da sua Palavra, será declarado justo, conforme predisse o salmista Davi: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto" Sl 51: 10. Como apagar as transgressões dos homens? Como torná-los puros e limpos? Como resgatá-los da condenação de Adão? Sl 51: 5 e 7 e 10. Somente após a morte da velha natureza e por intermédio de uma nova Criação. Esta condição só é possível após a circuncisão do coração! Sabemos que qualquer incisão no coração é morte. Após a circuncisão não realizada por mãos humanas, o homem é agraciado com um novo coração e um espírito reto. Após entendermos como se dá a justificação em Cristo, percebe-se que não há contradição alguma em Deus ser Justo e Justificador. Percebe-se que a justificação não é um ato judicial ou forense. Percebe-se que Deus não tem o culpado por inocente. Estamos alegres em saber que Deus cria (torna) o homem justo e o declara justo. O crente é declarado justo, porque é justo em Cristo Jesus. O homem precisa ser salvo da condenação do pecado para que possa receber a declaração de justo da parte de Deus. Deus exerce misericórdia, mas isto não que dizer que ele receba o culpado como se fosse inocente. Deus só justifica o inocente, aquele que de novo é nascido, sem levar em conta méritos, caráter, moral, conduta, etc. Amém.
Capítulo III 19 Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Paulo demonstra que os destinatários detinham um conhecimento comum "Ora, nós sabemos que...". Os cristãos sabiam que a lei só teria serventia àqueles que tem um vinculo com ela. Tudo que há expresso na lei, foi dito aos judeus (aos que estão debaixo da lei), e isto os destinatários de Paulo sabiam. Porém, o restante da declaração de Paulo provavelmente não era de conhecimento de todos, uma vez que o apóstolo aponta a finalidade da lei: fechar a boca dos judeus. A lei fecha a boca aos judeus por ser impossível justificar-se por intermédio das obras da lei. Isto por dois motivos: a) a lei é espiritual, e o homem é carnal, e; b) se o homem guardar a lei e tropeçar em um único quesito, tornou-se culpável. Não há como gloriar-se com a boca fechada. A lei, que muitos entendiam que elevava os judeus a uma condição superior, somente deixou todos os homens em igual condição: condenáveis diante de Deus. 20 Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Se a lei deixa todos os homens condenáveis diante de Deus, resta concluir que as obras decorrente da lei não justificará o homem. Se alguém ainda fazia distinção entre os homens, Paulo enfatiza que todos são carne, e nenhuma carne será justificada pelas obras da lei. Todos que se deparam com a lei, somente chegam a conclusão de que são pecadores. Por ela vem o conhecimento do pecado, ou seja, o homem toma ciência de uma condição que desconhecia. 21 Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; A exposição do apóstolo Paulo retorna a idéia demonstrada nos versículos dezesseis e dezessete do capítulo um. A justiça de Deus é manifesta sem qualquer dos elementos pertinentes à lei. Paulo especifica o tempo em que a justiça de Deus se manifestou aos homens: agora. A autenticidade do que foi manifesto é demonstrado por intermédio da lei que os judeus não conseguiram cumprir, e dos profetas que eles perseguiram At 7: 52. 22 Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. A justiça que os judeus reputavam ter alcançado por intermédio da lei, Paulo demonstra que ela é alcançada pela fé em Cristo; a justiça de Deus é destinada (para) a todos quantos crerem. Todos quantos crêem já foram agraciados com a justiça, visto que ela é 'sobre' quem crê. Como a justiça de Deus é para todos, e sobre todos os que crêem, isto demonstra que a justiça de Deus é efetiva na vida do cristão hoje (agora). Observe a diferença no tempo verbal da palavra 'manifestar' nos versículos 21 deste capítulo, e os versículo 18 e 19 do capítulo um. O versículo 21 demonstra que agora se 'manifestou' a justiça de Deus para os que crêem, e esta justiça manifesta livra o homem do juízo que se deu em Adão. Já os versículos 18 e 19 do capítulo um, fazem referência à manifestação da ira, e esta contempla a impiedade e injustiça dos homens (que detém a verdade em injustiça) que foram condenados em Adão. Quando Paulo reitera que 'não há diferença', demonstra que a palavra 'todo' da frase anterior engloba a idéia de que tanto judeus quanto gregos são justificados por meio da fé. 23 Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Como todos pecaram, a justificação é destinada a todos quantos crêem. Judeus e gentios pecaram, e ambos foram destituídos da glória de Deus. Este versículo reforça a idéia de que a justificação por meio da fé contempla todos os homens, 'porque não há diferença'. Ao apresentar o motivo pelo qual a graça de Deus destina-se a todos os homens que crêem, o apóstolo Paulo acaba por deixar um alerta implícito: todos os homens pecaram, e todos os homens estão destituídos (privado, demitido) da glória de Deus. Quando, onde, como e por quê todos os homens pecaram? Observe que Paulo não apresentou nenhuma conduta específica dos homens que os deixou na condição de pecadores. Esta declaração de Paulo (todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus) é muito importante e auxilia na definição do que é pecado e como se dá a justificação. 24 Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Todos os homens que pecaram e que foram destituídos da glória de Deus, através da redenção que há em Cristo, são justificados (declarados justos) pela graça de Deus (sem qualquer ônus). Quando justificado pela graça que há em Deus pela redenção que há em Cristo, a condição do homem que foi apresentado no versículo vinte e três é plenamente desfeita. Todos os homens foram declarados culpados por nascerem de Adão "o que é nascido da carne, é carne..." Jo 3: 6, ou seja, todos são pecadores e destituídos estão da glória de Deus (v. 24). Agora, quando os declarados culpados em Adão, crêem em Cristo, estes nascem de novo, e esta nova criatura, criada em Deus é declarada justa diante d'Ele. Este novo homem passa a ser participante da glória de Deus (por ser participante da natureza divina decorrente da filiação), e deixa a condição de pecado (condenado). Em linhas gerais, redenção é valor pago que concede uma nova condição ao homem agraciado. 25 Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; O 'valor pago' por Cristo (a medida exata do que é exigido por Deus Justo e Santo), é o que expia, ou propicia a extinção do pecado que pesa sobre o homem. Ou seja, Cristo, a redenção, foi proposto por ser 'a oferta que visa a expiação' dos pecados daqueles que pela fé torna-se participantes de Cristo. A redenção e a propiciação estão intimamente ligadas. Enquanto esta diz do que é suficiente para a expiação, ou abolição dos pecados, aquela diz do valor estipulado para o homem ser livre da condenação em Adão. Cristo foi proposto por Deus para:
Demonstrar: 'provar mediante raciocínio concludente; comprovar; mostrar; evidenciar; dar a conhecer; revelar-se, etc'. A remissão (liberdade) dos pecados é uma mostra, uma evidência, da justiça de Deus. Somente a justiça de Deus em Cristo pode dar liberdade ao homem ao expiar os seus pecados. A justiça de Deus livra o homem da condenação em Adão e do julgamento de obras no tribunal do Trono Branco, ou seja, pecados. É por isso que Paulo diz que 'nenhuma' condenação há para os que estão em Cristo. A palavra 'nenhuma' deixa subtendido que pesa mais que uma condenação sobre os homens sem Cristo. 26 Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Cristo é uma evidência da justiça de Deus neste 'tempo presente'. Para o agora Rm 8: 1! A justiça evidenciada em Cristo ao libertar o homem do pecado é porque Deus é justo e justificador dos que crêem em Cristo. Como conciliar os atributos justo e justificador? Deus não pode tomar o culpado por inocente Ex 34: 7. 27 Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. 28 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. A atitude presunçosa dos judeus acaba por ser excluída diante da regra da fé, pois todos os homens somente são justificados pela fé em Cristo. Todos são pecadores; todos são culpáveis, mas a justiça mediante a fé é sobre todos, sem exceção. A conclusão de Paulo para os cristãos em Roma é: o homem, não importa quem ele seja, é justificado pela fé, sem as obras estipuladas pela lei. 29 É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, Sem esquecermos da pergunta: "Qual é pois a vantagem do judeu?" Rm 3: 1, Paulo reitera: "É porventura Deus somente dos judeus?" (v. 29). Embora a palavra de Deus tenha sido confiada aos judeus, quanto à questão da salvação, eles não obtiveram vantagem alguma. Primeiro, porque Deus não faz acepção de pessoas, e segundo, a salvação sempre foi por meio da fé em todos os tempos. Mesmo após a entrega da lei, Moisés anunciava: "Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração..." Dt 10: 16, circuncisão esta, que somente é obtida por meio da fé em Deus. Qualquer presunção de superioridade é desfeita ao analisar a pergunta: "É porventura Deus somente dos Judeus?". Qualquer resposta em contrário, seria o mesmo que desmentir a lei e os profetas: "DO SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam" (Salmos 24: 1). 30 Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão. Quando Deus estabeleceu a fé como único elemento de se ter acesso à sua justiça, a lei é cumprida. Deus é um só que justifica a todos (judeus e gentios) que crêem em Cristo. É neste diapasão que Cristo afirmou: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir" (Mateus 5: 17). O que Deus disse? "...em ti serão benditas todas as famílias da terra" Gn 12: 3. O que os profetas anunciaram? "Assim diz o Senhor DEUS: Eis que levantarei a minha mão para os gentios, e ante os povos arvorarei a minha bandeira..." (Isaías 49: 22). O que a lei instituiu? "Regozijai-vos, ó gentios, com o seu povo..." Dt 22: 43. Por meio da fé cumpre-se o que foi dito por intermédio da lei e dos profetas. É Deus quem justifica gregos e judeus pela fé em Cristo! Os lideres religiosos e muitos do povo à época de Cristo pensavam na lei e nos profetas como sendo 'regras sobre regras', e muitos ainda hoje pensam que Cristo, ao ter anunciado que veio cumprir a lei e os profetas, estava fazendo referência aos ritos e cerimoniais presentes na lei mosaica. É certo que Cristo, como judeu, cumpriu com os cerimoniais da lei, porém, vale salientar que: ele não revogou (anulou) a lei ou os profetas, antes os cumpriu (estabeleceu), ao destruir a parede de separação, a barreira de inimizade, ao reconciliar ambos (judeus e gentios) em um só corpo Ef 2: 13- 18.Cristo cumpriu a lei e o profetas ao evangelizar a paz "a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto", e por Cristo ambos (judeus e gentios) obtiveram acesso ao Pai em um mesmo Espírito, por meio da fé. "Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar" (Atos 2 : 39). 31 Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei. Como o evangelho de Cristo confirma a lei? Um dos princípios da lei é a não acepção de pessoas, e a fé é o elemento que viabiliza a gregos e judeus o acesso à justiça de Deus.
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Claudio Crispim
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