A REGENERAÇÃO
Jesus explicou detalhadamente o nascer de novo a Nicodemos, isto porque o homem natural não pode compreender por si só os mistérios de Deus. Conhecer a Deus depende única e exclusivamente da revelação divina, pois a mente do homem natural não pode alcançar a plenitude de Deus.
A serpente de metal
“E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado: Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”
Jo 3. 14- 15
Após a citação providencial de um provérbio a Nicodemos na qual ficou demonstrando que Deus tem um Filho, e que o Filho de Deus é o Filho do homem, Jesus fez um paralelo entre o ato de Moisés erguer a serpente no deserto e a importância dele ser crucificado.
Há vários elementos a serem analisados neste versículo:
“E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado: Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3. 14- 15.
· “E...” – Observe que Jesus não para a explicação que teve inicio com a citação do provérbio, e através do conectivo “E” ele prossegue a explicação demonstrando que o Filho do homem, o Filho de Deus, haveria de ser levantado da terra da mesma forma que a serpente de metal foi erguida por Moisés no deserto. O versículo quatorze complementa a idéia apresentada no versículo treze;
· “...como...” – Complementando a idéia do versículo treze, Jesus introduziu uma comparação. Nicodemos conhecia a passagem bíblica em questão e Jesus passa a demonstrar que quanto a forma e importância era necessária a sua morte. O mestre da lei estava sendo esclarecido em linhas gerais sobre o que ocorreria com o Filho do homem. A comparação: Quanto a forma: Jesus seria levantado da terra na sua morte da mesma forma que a serpente de metal foi erguida por Moisés no deserto; Quanto a importância: a serpente era vida aqueles que foram picados pelas serpentes (aos condenados a morte), e Cristo em igualdade de importância é vida ao mundo que “jaz” no pecado (Jaz = está = morto no pecado);
· “Moisés levantou a serpente no deserto” – Observe que o contexto é delineado através de todos os elementos apresentados no texto. Não é só analisar frases isoladamente. Ex: “Moisés levantou a serpente no deserto” Se analisarmos esta frase isolada, teremos uma afirmação, enquanto pelo contexto verifica-se que Jesus fez uma comparação. Jesus passa a Nicodemos uma idéia, que só entendemos quando consideramos todos os elementos presentes no texto: “E, como (assim como) Moisés levantou a serpente no deserto...”.
Para entender a comparação que Cristo fez a Nicodemos, faz-se necessário analisar a passagem do AT:
ü A passagem de Números 21. 4- 9 relata que o povo de Israel ficou impaciente enquanto caminhavam pelo deserto e passaram a maldizer: “Por que nos fizestes subir o Egito, para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil” Nm 21. 5;
ü Diante da murmuração Deus enviou serpentes ardentes e estas mordiam o povo;
ü Diante deste quadro o povo vieram a Moisés e disseram: “Havemos pecado, porquanto temos falado contra o Senhor e contra ti”
ü Então disse o Senhor a Moisés: “Faze uma serpente ardente, e põe na sobre uma haste, e será que viverá todo o mordido que olhar para ela”.
ü Foi quando Moisés fez a serpente de metal, e colocou em uma haste; “mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal, e ficava vivo”;
ü Observe que a morte esta intimamente ligado ao pecado, e que a vida decorre da palavra de Deus que disse a Moisés: “E será que viverá todo o mordido que olhar para ela”
· “Assim importa que” – a mesma importância que teve a serpente de metal erguida ao povo de Israel, Cristo crucificado passou a representar para a humanidade: Cristo é vida para aqueles que estão mortos e em delitos e pecados. Observe que Deus não exigiu do povo que se fizesse alguma coisa em troca do livramento da morte iminente. Deus providenciou salvação poderosa ao povo de Israel, e para serem participantes de tal salvação bastaria simplesmente olhar para a haste de metal – Observe que na comparação de Jesus está demonstrada a graça salvadora. Deus não escolheu dentre o povo de Israel aqueles que seriam salvos, antes todo mordido que olhasse para a haste haveria de viver, conforme a palavra de Deus;
· “O Filho do homem seja levantado” – Através do provérbio “Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu” Jesus identificou-se como sendo o Filho do homem. Através da comparação Jesus demonstra que era necessária a sua morte para cumprir um objetivo;
· “Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” – Este é o objetivo da morte de Cristo: vida eterna a todos que crerem. Observe que aquele que não crer perecerá, mas aquele que crer terá vida eterna. Não é uma escolha entre ser salvo ou não! É uma decisão: o homem já está condenado, e deve decidir-se em aceitar a salvação proposta (v. 18).
A passagem que Cristo utilizou na comparação feita a Nicodemos contém todos os elementos presentes no evangelho de Cristo:
1. A palavra de Deus - “E será que viverá todo o mordido que olhar para ela”; A palavra de Deus foi anunciada a Moisés, e este teve que retransmitir ao povo;
2. A universalidade da mensagem – “...viverá todo o mordido que olhar...” Qualquer um dos picados pelas serpentes que olhasse para a haste de metal, este viveria;
3. Crença e não obras – Na mensagem dada por Deus não há qualquer referência a algo que fosse necessário ao homem fazer para alcança a vida; através da mensagem que Moisés anunciou necessariamente era preciso que o ouvinte cresse na mensagem anunciada, e que olhasse para a haste de metal.
O amor de Deus
A narrativa de João é bem condensada, seqüencial e lógica. Nesta análise não podemos perder de vista a estrutura de texto e a exposição da idéia.
Nicodemos abordou Jesus à noite por reconhecer que os sinais operados por Jesus eram provenientes de Deus. Momento em que Jesus demonstrou que havia a necessidade de um novo nascimento e Nicodemos não compreendeu.
Nicodemos não entendeu como o homem poderia nascer de novo. Haveria como o homem entrar novamente no ventre de sua mãe, e nascer? Como resposta Jesus demonstrou que o novo nascimento era por meio da água e do Espírito, e que, da mesma forma que o homem não compreende alguns elementos da criação, não compreenderia como se dá a regeneração Jo 3. 8.
Quando Jesus disse: “Assim é todo aquele que é nascido de Deus”, Nicodemos questionou: “Como pode ser isto?”, Jesus respondeu com uma citação do antigo testamento e demonstrou que Ele efetivamente é o Filho do homem.
Jesus demonstrou que era necessária a sua morte, e que as pessoas precisavam crer nele para obterem a vida eterna.
Tudo o que Jesus já havia dito a Nicodemos estava alicerçado no amor de Deus:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas que tenha a vida eterna” Jo 3. 16.
“E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado (...) Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito (...) para que todo aquele que nele crê não pereça, mas que tenha a vida eterna” Jo 3. 15- 16.
Jesus fez várias afirmações complementares acerca de sua morte e do amor de Deus:
“...importa que o Filho do homem seja levantado...”
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...”
“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas que o mundo fosse salvo por ele”
Observe que Deus amou o mundo de tal maneira e enviou o seu Filho ao mundo. Foi Ele quem deu o seu único Filho para que fosse levantado a todos os homens.
Jesus demonstra através do advérbio de intensidade “...tal maneira...” quão grande é o amor de Deus ao entregar o seu único Filho em prol da humanidade.
A entrega de Cristo foi em resgate da humanidade, e não de alguns.
Da mesma maneira que a serpente de metal sinalizava vida pra todos os que olhassem para ela, segundo a ordem divina, Cristo é salvação a todos os homens, sem distinção alguma.
A salvação é para todo aquele que crê, da mesma maneira que “... viverá todo o mordido que olhar para ela (a serpente ardente de metal)”.
Em momento algum Jesus demonstra que Deus seleciona as pessoas que serão agraciadas pelo seu amor; antes convida a todos que creiam na providência divina, pois o seu amor já está demonstrado a toda humanidade.
O amor de Deus não é demonstrado em conivência ao pecado. Deus não aceita o culpado como se ele fosse inocente! O amor de Deus é demonstrado em Justiça e Santidade: Os culpados estão sob condenação, e só serão aceitos por ele aqueles que nascerem de novo.
Deus não declara o pecador justo, antes este pecador precisa nascer de novo, e só após a regeneração é que Deus declara que o novo homem, criado segundo Deus em verdadeira justiça e santidade é Justo diante dele.
Da regeneração decorre as doutrinas como a justificação, santificação, salvação, etc:
“Pois assim como por uma ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” Rm 4. 18.
A justificação do homem é por meio da vida que se adquiri em Deus, e não através de uma justiça conforme a que se estabelece em tribunais humanos.
Condenação
A função de Cristo ao vir ao mundo não é a de condenar o homem, mas é a de salvá-lo de uma condenação anterior:
“Quem crê nele não é condenado mas quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” Jo 3. 18
A condenação do homem deu-se em Adão conforme Paulo demonstrou na carta aos Romanos: “Pois assim como por uma ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação...” Rm 4. 18
Em Adão, em quem se deu a ofensa, é que se estabeleceu o juízo! O juízo de Deus foi estabelecido a partir do momento em que Adão pecou e a condenação também se deu naquele momento!
Jesus demonstrou a Nicodemos que o mundo precisava de salvação “...para que o mundo fosse salvo por ele” Jo 3. 17, visto que sobre a humanidade pesa uma condenação: sem crer em Cristo o homem perece!
Quem não crê no filho de Deus já está condenado, pois só a crença na salvação providenciada por Deus poderá salvar o homem Jo 3. 18.
Princípios gerais
“A condenação é esta: A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as obras deles eram más”
Jo 3. 19.
Jesus demonstra qual o motivo pela qual os homens amam mais as trevas do que a Luz que veio ao mundo: as obras deles eram más! Como entender esta declaração?
“A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou” Cl 1. 21.
Os princípios que Jesus apresentou devem ser analisados segundo as premissas antes apresentadas:
i. O amor de Deus – Deus amou ao mundo em todos os tempos, visto que antes da fundação do mundo Deus entregou o seu Filho como Cordeiro Ap 13. 8 “Mas Deus provou o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” Rm 5. 8. Quando Paulo apresenta o tema, ele enfatiza que Deus sempre esteve a procura do pecador, visto que Jesus morreu por nós pecadores;
ii. A condenação – A condenação por ter comido da árvore do conhecimento do bem e do mal foi a morte. Morte para Deus e vida para o pecado! Todos os homens através de Adão nasceram vendidos ao pecado, por também estarem sob a maldição do pecado. No entendimento dos homens, estes consideram que a condenação é em decorrência de uma conduta errônea, mas não é assim. A condenação é com relação a natureza herdada de Adão, e não com relação a conduta do homem;
iii. Conclui-se que: Os homens por pensarem que Deus os condena por suas ações e condutas passaram a considerar que Deus os tinha em inimizade por conta dos seus erros. Mas Deus prova o seu amor para com a humanidade, visto que o seu Filho foi entregue em prol dos pecadores antes mesmo de haver mundo.
A inimizade para com Deus esta no entendimento dos homens, visto que Deus sempre este com as mãos estendidas para salvar. Observe que Adão ao perceber a sua condição, escondeu-se de Deus, mas Deus é que foi em busca de Adão.
Logo após a queda Adão passou a considerar que Deus era seu inimigo e escondeu-se “Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu, e escondi-me” Gn 3. 10. Adão teve medo em razão de ter comido da árvore do conhecimento do bem e do mal. Por conhecer que estava nu, Adão teve medo e escondeu-se.
Os homens tornaram se inimigos de Deus em razão do entendimento. Por deixar que o conhecimento que se adquiriu da árvore do conhecimento do bem e do mal o guiasse, Adão e todos os homens passaram a considerar que Deus era inimigo por causa de suas obras más. A obra má de Adão foi comer da árvore proibida! As obras más dos homens se demonstram em delitos e pecados diversos, mas não são estas obras que estabeleceram a condenação dos homens, antes a condenação decorre da natureza que o homem foi apenado no juízo: “Mas da árvore do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” Gn 2. 17.
A determinação de Deus é reta: “Mas da árvore do bem e do mal, dela não comerás”; Deus dá o motivo pela qual não deveriam comer: “Porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Observe que o juízo de Deus foi estabelecido no dia em que Adão comeu da árvore.
Quando Deus disse “...certamente morrerás”, o certamente diz da certeza da penalidade decorrente da desobediência de Adão. O escritor aos Hebreus ao ler Gn 22. 16- 17, interpretou a passagem que diz: “Por mim mesmo jurei, diz o Senhor...” Gn 22. 16, como “Certamente, abençoando te abençoarei...” Hb 6. 14.
A natureza de Deus é vida e luz “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” Jo 3. 36, e ao pecar o homem passou ter uma natureza segundo o pecado, que é a morte.
No dia em que Adão pecou, ele passou a viver para o mundo, mas estava morto para Deus. Em Cristo Jesus o homem nasce para Deus e morre para o mundo. Não há como viver para o mundo e viver para Deus ao mesmo tempo.
Para entender o que Jesus expôs, faz-se necessário observar os dois últimos versículos da declaração de Jesus a Nicodemos:
“Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vêm para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, por que são feitas em Deus” Jo 3. 20- 21.
Como explicar que ‘aqueles que fazem o mal aborrece a luz’?
Sabemos que Deus é Luz e que Cristo é a Luz que veio ao mundo.
Quem são aqueles que fazem o mal? Jesus esta falando de conduta pecaminosa ou da natureza pecaminosa do homem?
Jesus disse: “...todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” Jo 8. 34.
Verifica-se que Jesus expôs um princípio a Nicodemos: todos os homens sem Cristo só podem praticar o mal; sem Cristo o homem é escravo do pecado.
Quando a bíblia fala que o homem é escravo do pecado diz de três elementos pertinentes a figura da escravidão:
i. Um escravo não pode libertar-se por si só, mesmo que a sua vontade é livre;
ii. Um escravo não serve a dois senhores, e;
iii. Tudo ao que o escravo produz, produz para o seu senhor.
Desta maneira verifica-se que o homem sem Cristo só pode praticar obras más. Por isso é necessário o homem nascer de novo, visto que segundo Adão o homem fica a mercê do pecado, e só poderá produzir para o seu senhor, que é o pecado!
Os fariseus tinham as melhores obras aos seus olhos, mas eles não as produziam para Deus, antes para o pecado. O jovem Rico cumpria a lei rigidamente, mas o seu senhor era o pecado, e não Deus!
Segue-se que com a afirmação “todo aquele que faz o mal” Jesus estava se referindo aos homens sem Deus, pois segundo os salmos temos que: “Não há um justo, nem um sequer (...) Não há quem faça o bem, não há nem um só” Sl 14. 1- 3.
Se não há quem faça o bem, e como ressalva o salmista acrescenta ‘nem um homem sequer’, como estaria Jesus solicitando aos seus ouvintes que fizessem o bem para se tornar participante de Deus? Seria um contra senso.
Jesus está falando de uma condição pertinente a velha criatura quando afirma que aqueles que fazem o mal aborrecem a Deus. Visto que não há um sequer que faça o bem, isto demonstra que, por mais que o homem que não nasceu de novo pratique ações que segundo a sua concepção é o ‘bem’, para Deus, as suas obras são o ‘mal’.
O homem precisa estar em Deus, ou seja, em Cristo, para que possa fazer o bem.
“Todo aquele que faz o mal aborrece a luz” Jo 3. 20;
“Não há quem faça o bem, não há nem um só” Sl 14. 1- 3; Rm 3. 9- 17;
“...todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” Jo 8. 34.
Todos os homens sem Cristo fazem o mal, e por isso é necessário que todos nasçam de novo.
A exemplo desta verdade, verifica-se a condição dos fariseus e escribas: Eles possuíam uma conduta invejável frente a seus concidadãos! Mas, mesmo assim Jesus disse a um dos seus mestres: Você tem que nascer de novo!
Estes tinham receio de ir a Jesus (Luz do mundo) por medo de terem as suas obras reprovadas, como ocorreu com o jovem Rico.
Mas quem pratica a verdade, ou seja, aquele que tem por prática a verdade, que vive a verdade, estes vem para a luz. Observe que aqueles que estão sem Cristo praticam o mal, e aqueles que estão em Cristo, praticam a verdade.
A finalidade de ir a Jesus é para que se manifeste que as obras do novo homem são feitas em Deus. Aqueles que nasceram de novo passam a viver uma nova vida, sujeito a justiça, e todas as suas obras são segundo a verdade, tanto o bem quanto o mal.
A nova criatura por natureza é sujeita a lei de Deus, e ‘em verdade é”, visto que tudo o que o novo homem produzir pertence ao seu Senhor, que no tribunal de Cristo haverá de recompensar as obras dos seus filhos II Co 5. 10.
Por outro lado o profeta Isaias citado por Paulo demonstra que a nova criatura foi criada por Deus em Cristo para as boas obras “...as quais Deus preparou para que andássemos nelas” Ef 2. 10; Is 26. 12.
“Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vêm para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, por que são feitas em Deus”
Claudio Crispim
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