Introdução
Depois de dois meses e quinze dias, após ser
resgatado do Egito, o povo de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto.
Não consideraram a benevolência divina em dar-lhes liberdade e esperança de uma
nova terra.
Em vez de avançarem pelo deserto em busca da
terra que manava leite e mel, lembraram do Egito com vontade de comerem do
alimento que recebiam na condição de escravos.
Foi quando Deus lhes prometeu: “Eis
que vos farei chover pão dos céus...” (Êxodo 16: 4). Com a promessa veio
algumas determinações: “... o povo sairá, e colherá
diariamente a porção para cada dia...” (v. 4), e o objetivo de ter sido
concedido o pão dos anjos: “... para que eu o prove se
anda em minha lei ou não” (v. 4).
Na parte da tarde Deus enviou ao arraial
codornizes (carne) e pela manhã uma camada fina como a geada, semelhante às
escamas, proveniente do orvalho que evaporou (Maná). Coisa maravilhosa, visto
que não sabiam o que era (Êxodo 16: 15).
Outro milagre ocorria diariamente: quem colhia
pouco não faltava, e quem colhia muito, não sobrava (Êxodo 16: 18).
Mas, apesar de Deus operar maravilhosamente, não
deram ouvido à palavra do Senhor e deixaram parte do alimento para o outro dia,
e estragou. De
igual modo ficaram perplexos quando o alimento não estragou no sábado segundo a
palavra de Deus (Êxodo 16: 20 e 27).
A repreensão de Deus foi solene:
“Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as
minhas leis?” (Êxodo 16: 28).
O Maná que foi concedido por Deus ao povo de
Israel nos apresenta algumas lições. Dentre elas destacamos:
Milagre ou Palavra
O nosso Deus sabe de todas as coisas, porém,
para ensinar o povo de Israel que ‘não só de pão vive o homem, mas de tudo o que
sai da boca do Senhor’, foi que guiou o povo no deserto e os deixou ter fome.
Quando Deus concedeu ao povo o maná, precisavam compreender que estavam vivendo
unicamente de uma palavra dada por Deus “Eis que vos
farei chover pão dos céus...” (Ex 16: 4).
O povo não deveria se focar no maná, mas em
Deus que provê o maná através da sua palavra, e não somente o
maná, mas também a água, as codornizes, o chinelo, as roupas, a nuvem, a coluna
de fogo, a terra, a vida eterna.
Para quem compreendesse que estava se
alimentando da palavra de Deus (maná), o pão dos anjos era bênção. Porém, para
aqueles que não compreenderam que a palavra de Deus é que lhes provia de
sustento diário, o maná tornou-se prova (Deuteronômio 8: 2- 3).
Mas, por que o povo precisava aprender? Porque
eles viram inúmeros milagres desde a saída do Egito e continuavam sem crer em
Deus. Mesmo sendo resgatados com mão forte, não consideraram todas as maravilhas
operadas por Deus como sendo uma demonstração do amor de Deus. Continuavam
desconfiados de que Deus haveria de matá-los no deserto.
É preciso compreender que aquele que se
aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o
buscam. Embora soubessem que Deus existia, temiam que seriam destruídos no
deserto (Êxodo 20: 18).
Precisavam entender que eles eram alvo do
cuidado de Deus, para que não presumissem em seus corações que haviam alcançado
a terra prometida por causa de seus méritos e qualidades pessoais (Deuteronômio
8: 17).
Deus procurou ensinar o povo do mesmo modo que
um pai aplica correção aos seus filhos para que a soberba não subisse aos seus
corações, esquecendo-se de Deus (Deuteronômio 8: 14).
Ora, Deus é poderoso para tudo realizar, e
poderia até transladá-los para a terra prometida. Porém, o objetivo de Deus em guiá-los
pelo calor do deserto, era para que lembrassem e reconhecessem que não é só de
pão que o homem vive, antes de tudo que é pronunciado por Deus.
Que estrago haveria para o povo se eles
entrassem em uma terra que mana leite e mel, e continuassem confiados que o
homem vive de pão? Eles teriam o mesmo pensamento do homem rico: 'tens em
depósito muitos bens para muitos anos', sem considerar o mundo vindouro
"Mas
Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado,
para quem será?" (Lucas 12: 20).
Ao ser tentado pelo diabo no deserto quando teve
fome, Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão
vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:
4).
A lógica do diabo era aceitável para alguém que
andasse segundo a concepção humana. Não é o que dizem em nossos dias? Ora, se
você é um dos filhos de Deus o milagre deve ser uma constante na sua vida!
Alguns lideres apregoam a mesma mensagem em
nossos dias, segundo a lógica do diabo: Se você é filho de Deus, faça prova,
pois seus filhos vivem uma vida abundante! Se você crê que é filho, então prove
a sua fé fazendo um voto ou um desafio!
Ora, tremendo engano o que anunciam! O homem
deve confiar na palavra de Deus que concede vida, e não no alimento proveniente
do milagre. Para muitos, somente um milagre extraordinário poderá demonstrar que
são verdadeiramente filhos de Deus. Porém, Jesus demonstra que não é o milagre
que faz o homem filho, antes só é filho os que vivem de toda palavra que sai da
boca de Deus.
Os filhos são aqueles que reconhecem em seus
corações o cuidado de Deus, por compreenderem através da Sua palavra que não é
o mantimento (por mais sobrenatural que seja), antes é a palavra de Deus que
lhes concede vida.
O milagre do pão a fartar
no deserto não mudou a compreensão do povo, e sentiram fastio do maná.
Desejosos de outro alimento, lembraram do alimento do Egito. Ora, se lhes foi
prometido uma terra onde manava leite e mel, porque não desejaram entrar na
terra prometida? Por que tinham de lembrar da terra do Egito?
Ora, o povo comia todos os
dias o maná, e passaram a indagar: “Quem nos dará carne a comer?” (Números 11:
4). Isto demonstra que o milagre do maná não lhes abriu os olhos para ver que
estavam comendo ‘da palavra que saiu da boca de Deus'.
Lembraram do Egito e
mentido, diziam que comiam de graça a comida do Egito. Deus estava cuidando
deles, e eles consideravam que estavam definhando (Número 11: 4- 6). Rejeitaram
a Deus e o alimento providenciado (Número 11: 20).
Se confiassem em Deus,
pediriam, e Deus lhes seria favorável, providenciando até mesmo outro alimento. Porém, por
não confiarem na providência de Deus, murmuravam abertamente contra o Senhor.
Eles receberam o maná porque murmuravam, e novamente utilizaram a murmuração
para protestar contra Deus e os seus servos.
Por rejeitarem a Deus no
deserto, rejeitaram o maná. Por rejeitarem a Cristo, a palavra de Deus,
rejeitaram o pão vivo enviado dos céus.
Lições no Novo
Testamento
1)
A Tentação de Cristo
Depois de jejuar quarenta
dias e quarenta noites, Jesus teve fome. O diabo aproveitou-se do momento, e
propôs a Cristo: “Prove que você é o Filho de Deus e dá ordem que estas pedras
transformem-se em pães”. Ora, um milagre por mais maravilhoso que seja, não
prova que o homem é filho de Deus, antes somente a palavra de Deus é que
demonstra quem verdadeiramente é o seu Filho: “Este é o meu Filho amado, em quem
me comprazo” (Mateus 3: 17).
Para que colocar Deus à
prova, se Ele já declarou quem é o seu Filho amado? Como simples pedras
transformadas em pães poderia provar que Jesus é Filho, se os magos do Egito
também fizeram muitos milagres? Quem crê na palavra que diz:
“Este é o meu Filho amado...” não precisa de
prova.
Como Cristo utilizou a
palavra de Deus para rebater a proposta do diabo, o diabo utiliza a palavra de
Deus para tentar a Cristo: “Se tu és Filho de Deus,
lança-te de aqui abaixo. Pois está escrito...” (Mateus 4: 6).
Sabemos que a promessa de
Deus no Salmo 91: 11 diz de Cristo, porém, Deus manda os seus filhos
descansarem, confiarem, e não prová-lo. Ora, Cristo estava descansado na
proteção de Deus, e utilizou a palavra de Deus para rebater a proposta do diabo.
Isto demonstra que se
alguém disser aos que crêem: está escrito, é preciso considerar toda palavra que
sai da boca de Deus.
2)
O Pão nosso de cada dia
Jesus ensina os seus
discípulos a orarem segundo a palavra de Deus: “O pão
nosso de cada dia nos daí hoje” (Mateus 6: 11).
Deus disse que haveria de
conceder uma porção para cada dia de maná (Êxodo 16: 20). Isto demonstra que
Deus haveria de conceder somente o alimento necessário para cada dia. Se Deus
demonstrou que não haveria de dar hoje o alimento de amanhã, por que tentá-lo
pedindo o pão de amanhã?
Isto demonstra que os
filhos de Deus devem orar segundo a sua palavra, pois se pedirmos segundo a
nossa vontade, não receberemos.
Um exemplo claro desta verdade temos em Moisés,
quando pediu que Deus riscasse o seu nome do livro da vida
“Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não, risca-me, peço-te,
do teu livro, que tens escrito” (Êxodo 32: 32). Moisés pediu a Deus o impossível! Jamais Deus seria
injusto para satisfazer o pedido de Moisés, ou seja:
"Então disse o SENHOR a Moisés: Aquele que pecar contra
mim, a este riscarei do meu livro" (Êxodo 32:
33).
O pedido de Moisés é descabido, pois jamais Deus
punirá o inocente no lugar do culpado. O modo correto de orar a Deus neste
sentido é invocando a misericórdia de Deus, e não fazendo uma proposta
descabida.
3)
Deus não Invalida a sua Palavra
Deus providenciou pão no deserto, porém, os
filhos de Israel deviam sair todos os dias pelo deserto e colher o maná. O maná
era como semente de coentro, e o povo se espalhava para colhe-lo, era preciso
moer ou pilar. Depois deste trabalho, o maná estava pronto para ser
cozido ou assado (Números 11: 7- 8).
Por que Deus não lhes dava o maná pronto? Porque
a sua palavra nunca é invalidada. Por causa da queda de Adão, foi imposta a
seguinte ordem aos homens: “Do suor do teu rosto
comerás o teu pão, até que tornes à terra...” (Gênesis 3: 19), e ao
conceder-lhes o maná, todos precisavam trabalhar para comerem segundo a palavra de
Deus.
Isto demonstra que, caso alguém em nome de Deus
prometa que haverá ganho de bens aparte do trabalho, não fala segundo a palavra
de Deus.
Milagre não Salva
O milagre do maná demonstra que a salvação só é
possível por fé.
O povo de Israel foi resgatado do Egito com mão
forte, e vários eventos milagrosos ocorreram. Coisa maravilhosa foi a travessia
do mar vermelho, porém, tal evento não trouxe confiança em Deus.
Observe que após caminharem pelo deserto três
dias sem acharem água, o povo chegou a Mara, e passaram a murmurar contra
Moisés. Ora, se os milagres realizados durante o êxodo trouxesse fé, mesmo
diante da dificuldade, estariam descansados no cuidado de Deus.
Foi só Moisés clamar, e Deus ouviu. Por que o
povo não clamou a Deus? Porque lhes faltava a fé. Para quem não tem fé, a única
alternativa é murmurar.
Jeroboão não se converteu após ver um sinal
segundo a palavra de Deus (I Reis 13: 3). Jesus protesta contra as cidades
impenitentes acerca dos sinais que foram realizados, e não se arrependeram
(Mateus 11: 21).
Jesus demonstra que, caso fosse operado os
sinais que se operaram em Jerusalém, os moradores de Sodoma e Gomora haveriam se
arrependido.
Os fariseus e saduceus pediram um sinal a Jesus,
porém, o sinal que lhes foi apresentado de nada aproveitou (Mateus 12: 38). Nem
mesmo os discípulos de Jesus compreenderam qual era o sinal do profeta Jonas
(Mateus 16: 5).
Jonas
Os fariseus e saduceus para tentarem a Cristo
pediam um sinal. Os filhos do diabo continuavam a ação do diabo, tentavam a
Cristo para que mostrasse um sinal do céu. Do mesmo modo que o diabo pediu um
sinal, os seus filhos tentaram a Cristo (Mateus 16: 1).
Mas, o sinal que lhes foi dado é segundo a
palavra de Deus, do mesmo modo quando Jesus respondeu o diabo. Para o diabo
bastava transformar pedras em pão, para os fariseus e saduceus qualquer outro
sinal.
Através da história de Jonas Jesus apresenta um
grande sinal aos seus ouvintes. Assim como Jonas esteve três dias e três noites
no ventre da baleia, Jesus haveria de ficar três dias e três noites no seio da
terra (Mateus 12: 39). Ora, muitos souberam deste sinal, e não creram na
ressurreição de Jesus.
Mas, se o milagre de Jonas não traz fé em Deus,
antes promove muitas questões loucas acerca de como o profeta sobreviveu, que se
dirá da sua mensagem?
Jesus demonstrou que não foi necessário milagres
para que os ninivitas se arrependessem. Antes, bastou que ouvissem a palavra de
Deus para crerem, e foram salvos da destruição iminente (Mateus 12: 41).
Quem era Jonas para os ninivitas? Um estrangeiro
errante com uma mensagem surpreendente. Os nivivitas creram na mensagem de Deus
por intermédio do seu profeta, e os fariseus e saduceus não creram em Cristo, um
de seus irmãos, profetas e maior que Jonas.
Estrangeiros vieram a Salomão para ouvir a sua
sabedoria, e os saduceus e escribas rejeitam a sabedoria de Deus. Somente a
pregação é para arrependimento, pois a fé vem pelo ouvir. Somente através da
pregação é possível alcançar a compreensão que promove uma mudança de concepção
no homem (arrependimento) (Mateus 14: 38- 42).
A Compreensão
Ao ouvirem Jesus dizer:
“Cuidado, acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus” (Mateus 16:
6), os discípulos passaram a discutir entre si que Jesus estava lhes censurando
por não terem trazido pão.
Jesus percebeu a falta de compreensão dos
discípulos e aponta o milagre da multiplicação dos pães. Por que? Ora, Jesus
queria que eles considerassem o fato de que não precisavam estar preocupados com
pão, visto que a multiplicação dos pães demonstrou que este não era um problema
para Cristo.
Por que passaram a discutir acerca de pão,
quando Jesus falou de fermento? Porque não consideraram que alimento para o
sustento do corpo não era o foco da mensagem de Cristo. O que Jesus cobrou dos
seus discípulos, também era possível ao povo no deserto.
O objetivo da palavra de Deus e dos milagres é
para dar a entender, ou seja, para que o homem compreenda e lembre-se de que o
homem não vive somente do que é aparente, antes ‘vive de tudo o que sai da boca
de Deus’.
Caso o povo de Israel considerasse os milagres
realizados por Deus quando do êxodo, nunca murmurariam acerca de quem haveria de
dar-lhes carne a comer (Números 11: 4). Se considerassem as realizações de Deus,
compreenderiam que Deus é fiel, e descansaria no cuidado de Deus.
Quem busca Pão e
Sinais, rejeita a Cristo
Quem lê a história do povo
de Israel não compreende como o povo rejeitou a Deus após ver tantos milagres.
Há quem considere que jamais faria o mesmo que Israel, visto que conhece a
história do povo hebreu.
Mas, o que se observa é que
a história se repete, e o homem ainda continua não considerando o que diz a
palavra de Deus.
Jesus testificou certa vez
que um profeta não tem honra na sua própria terra (João 4: 44), o que contrasta
o seu ministério com o do profeta Jonas.
Porém, a questão permanece:
“Se não virdes sinais miraculosos e prodígios, de modo
nenhum crereis?” (João 4: 48). Ora, Jairo creu na palavra de Jesus e
recebeu a cura da sua filha. Ele precisava do sinal, não para crer, mas para a
saúde de sua filha. Porém, antes de ver o sinal, creu na palavra de Jesus, e a
sua filha foi restabelecida.
Mas, para que o povo
considerasse e aceitasse a mensagem de Cristo, Jesus multiplicou cinco pães de
cevada pequeno e dois peixes pequenos. Ele alimentou cinco mil pessoas e sobrou
doze cestos de pão.
Ora, quando viram o
milagre, argumentaram: “Este é verdadeiramente o
profeta que devia vir ao mundo” (Mateus 6: 14). Esta declaração deles
demonstra que estavam focados somente em questões deste mundo, tanto que queriam
fazer Jesus rei.
Porém, o milagre não fez
com que reconsiderassem e aceitassem a palavra de salvação que Jesus esteve
anunciando. Eles estavam em busca de um profeta que os alimentassem de pão, e
não com a palavra de Deus.
É por isso que Jesus disse que qualquer que
viesse em seu próprio nome seria aceito pelo povo "Eu
vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a
esse aceitareis" (João 5: 43), pois o
anticristo virá segundo a eficácia de satanás, com poder, e sinais e prodígios
da mentira (II Tessalonicenses 2: 9).
Jesus viu a multidão se esforçando para
segui-lo, porém, eles seguiam a Cristo por causa do pão que comeram a fartar, e
não porque consideraram o milagre da multiplicação dos pães e se arrependeram
(João 6: 26).
Eles estavam labutando simplesmente pela comida
que perece, do qual todos os homens que trabalham a terra comem. Mas, Jesus
avisa solenemente: trabalhai pela comida que permanece para sempre!
Bastava crerem em Cristo, o enviado de Deus que
fariam a obra de Deus (João 6: 28). Porém, novamente pediram um sinal e
desconsideraram as maravilhas realizada por Cristo no dia anterior.
Eles buscava um sinal para
ver, mas a bíblia diz que bem-aventurado é aquele que não viu e crê (João 20:
29). Paulo mesmo reitera: os judeus buscam um sinal, mas Deus revelou-se através
da sua palavra "Porque
os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos
a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os
gregos" (I Coríntios 1: 22- 23).
Mesmo lembrando do evento
do maná, os judeus não consideraram a palavra de Deus que diz:
"... não só de pão vive o homem, mas de tudo o que sai da
boca do Senhor" (Deuteronômio 8: 3b). Rejeitaram a Cristo, o verbo de Deus encarnado que concede vida
aos homens (João 6: 35), porque viviam em busca de pão e de uma pátria neste
mundo.
Os verdadeiros filhos de
Abraão são aqueles que declaram serem peregrinos na terra, e vivem em busca de
uma pátria melhor (Hebreus 11: 8- 10). Ora, do mesmo modo que Abraão foi
chamado, os filhos da mesma fé que teve Abraão foram chamados através da
mensagem do evangelho e vivem em busca de uma pátria celestial (Hebreus 11: 16).
Claudio Crispim
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