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A Justificação

 

 

·         A alma que pecar está morrerá Ez 18.20;

A determinação divina é específica e não deixa dúvidas: aquele que pecar, este deve morrer. Se todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, logo sobre todos pesa uma condenação: todos estão sujeitos à morte.

Se a alma que pecar é a que deve morrer, porque Cristo morreu?

A morte de Cristo não é resultado de uma condenação proveniente de Deus. Cristo foi morto, mas porque ele se entregou pela humanidade. Cristo morreu porque Deus amou o mundo “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” Rm 5. 8. Cristo morreu em prol da humanidade, e não em lugar da humanidade.

Cristo não foi conquistado pela morte, pois ele não conheceu pecado. Porém, Cristo pelo Espírito Eterno se entregou, imaculado, sem pecado a Deus “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus...” Hb 9. 14. Por meio do sacrifício voluntário de Cristo se abriu um novo caminho e por ele os homens têm acesso ao Pai.

Deus é justo, visto que todos aqueles que crêem em Cristo participam de sua morte. Todos os que crêem morrem com Cristo! A pena estabelecida se cumpre sobre aqueles que aceitam pela fé o sacrifício de Cristo.

Quando Paulo disse: “...para que ele seja justo...”, ele estava cônscio de que ao morrer com Cristo foi cumprido o exigido pela lei. O culpado não foi tido por inocente. A alma que pecou teve a morte, e por isso Paulo diz: “Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado” Rm 6. 6.

Aqueles que crêem em Cristo reconhecem que são pecadores e aceitam a pena estabelecida e tomam a sua própria cruz, e seguem após Cristo, para se conformarem com Cristo na sua morte “E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim” Mt 10. 38. Tal ato por parte do transgressor declara que Deus é justo “E, se a nossa injustiça for causa da justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós?” Rm 3. 4- 5.   

 

·        A pena não pode passar da pessoa do transgressor, ou seja, outra pessoa não pode ser punida em lugar do transgressor.

 

Todos aqueles que crêem em Cristo, torna-se participantes da morte de Cristo. Quando o pecador aceita a Cristo como Senhor da sua vida, ele é participante da morte de Cristo, satisfazendo o estabelecido pela justiça divina.

Neste aspecto a morte de Cristo não é substitutiva. Cristo morreu em prol dos pecadores, e não em lugar deles “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” Rm 5. 8. Cristo morreu em prol da humanidade, e não em lugar dos pecadores, visto que a pena não pode passar da pessoa do transgressor.

Desta forma, quando o pecador crê em Cristo e morre com ele, a pena prevista não passa da pessoa do transgressor. O homem deve morrer com Cristo “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo” Jo 6. 51.

A morte de Cristo é substitutiva por não ser necessário ao homem dispor da sua vida em carne. Não é preciso ao homem ser pendurado no madeiro da cruz como Cristo foi. Neste aspecto, Cristo é o cordeiro de Deus.

 

Na ordem natural está determinado aos homens morrem uma só vez, e depois disto virá o juízo.

Hebre4us 9. 27- 28 - Novo Testamento - 2ª impressão - Data da edição: 1693, com introduções e resumos da edição de 1681 de Amsterdam, além de Notas de Rodapé dos revisores - Impresso na Batávia (Ilha de Java) – SBB.

Não podemos confundir o Juízo estipulado pelo escritor aos hebreus com o demonstrado anteriormente pelo apóstolo Paulo. Este juízo refere-se às obras, que se dará no Tribunal de Cristo e no Grande Trono Branco.

Observe que o versículo 28 é uma comparação com o versículo 27. E como aos homens está ordenado uma vez morrer, e depois o juízo. Assim também, Cristo se ofereceu uma vez para tirar os pecados de muitos. Assim que depois de morrer há o juízo, e Cristo virá segunda vez sem pecado para aqueles que o esperam para a salvação.

A segunda vinda de Cristo trará a juízo os filhos de Deus ante o Tribunal de Cristo.

Como os homens morrem uma só vez, Cristo se ofereceu uma só vez. Depois vem o juízo, tanto para os perdidos quanto para os salvos, mas Cristo aparecera para os que esperam a salvação, e para estes segue-se o Tribunal de Cristo.

Paulo ao escrever aos Romanos estava tratando do juízo e condenação que atingiu toda a humanidade em Adão (passado), conforme o escritor aos hebreus, mas sem fazer referência ao Tribunal de Cristo e ao Trono Branco que será quanto as obras (futuro).

A justiça de Deus determina que o transgressor não seja tido por inocente, e quando o transgressor crê em Cristo ele assume a sua culpa. A alma que pecar esta

 

Quando o pecador crê em Cristo, morre com Ele. A pena prevista para o transgressor, que é a morte, não passa da pessoa do transgressor: ele realmente morre com Cristo Rm 6. 2.

Desta forma Deus é justo, pois o que estava estabelecido por sua justiça é cabalmente cumprido.

 

Todos os homens são culpados diante de Deus, e sobre eles está determinada uma pena, a morte.

Deus é Justo, pois o que estava previsto ao pecador ocorre, quando do encontro com Cristo por meio da fé: o pecador morre quando é participante do corpo de Cristo. Este é o novo e vivo caminho instituído por Deus, onde todos os homens têm acesso a Deus Hb 10. 20.

 

Para que Ele seja Justificador

 

Sobre a justiça de Deus, vimos que:

  • Não há como o pecador por si só livrar-se da escravidão do pecado. Condenável uma vez, condenável para sempre! O ímpio não pode ser justificado. O culpado não pode passar por inocente;

  • Só resta ao pecador sofrer a pena imposta pela lei: pena esta intransferível.

A primeira condição não há homem que possa satisfazer. Não há como o homem se livrar do pecado, e nem mesmo pode auxiliar outrem a livrar-se de tal condição, pois ambos são escravos do mesmo senhor, o pecado.

O segundo ponto o homem sofrerá passivamente, e mesmo assim, não será justo diante de Deus e da lei. Não é por cumprir a pena que um homem deixa de ser culpado diante de Deus. A lei é eterna, com pena eterna e condenação eterna.

Analisamos a justiça do ponto de vista da impossibilidade do pecador. Através da perspectiva divina analisemos duas alternativas:

  • Deus teria que revogar a sua lei, tornando-a sem efeito. Isto contraria a natureza de Deus, ou;

  • Absolver o pecador, o que contraria totalmente a justiça divina.

Por meio de Jesus Cristo Deus dá um tratamento justo ao pecador que deseja estar livre do pecado. Ele é justo. Em seguida, Deus é justificador do homem que estava perdido.

 

Sabemos que o homem é justificado por Deus, pois ele é quem os justifica É Deus quem os justifica” Rm 8. 33.

O homem é justificado por meio da fé, pois este é o parâmetro instituído por Deus “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” Rm 5. 1.

Somos justificados pelo sangue de Cristo “...tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” Rm 5. 9.

 

 

Claudio Crispim

 

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