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O Juízo Final |
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O Cristianismo distingue-se de todas as Religiões Existentes
O que os homens dizem A humanidade ao longo dos séculos acreditou em um Juízo final, mas, o que a bíblia diz? Haverá mesmo um juízo final? O que será julgado em tal juízo? Alguns estudiosos comparam a cultura
judaico cristã com outras culturas e alegam que o cristianismo e o
judaísmo adotaram vários mitos provenientes de outras civilizações. As religiões apostam em um
julgamento final, mas a Bíblia não apresenta esta idéia.
"Pois assim como por uma só ofensa
veio o juízo sobre todos os homens, para condenação..." A bíblia é enfática ao demonstrar que o tal juízo final esperado pela humanidade já ocorreu no início da civilização humana. O juízo da humanidade se deu em Adão e através dele uma condenação pesa sobre todos os homens. O homem Deus criou o homem a sua imagem e semelhança. Muitos questionam sobre qual imagem e semelhança o homem adquiriu do seu Criador, visto que Deus é Espírito e, como tal, não possui partes ou substâncias tangíveis para que o homem fosse feito a Sua semelhança. Paulo esclarece este ponto: "... o qual (Adão) é a figura daquele que havia de vir (Jesus)" Rm 5: 14. Adão foi agraciado com a figura de Cristo, o último Adão I Co 15: 45. Adão também foi agraciado com a
semelhança do seu Criador. Que semelhança? Intelectual? Moral? Não! A
semelhança com o Criador não se fixa nestes elementos pertinentes a
humanidade. Nem mesmo os anjos superiores em poder e glória podem trazer a existência outro ser, que o homem, por semelhança ao seu Criador, pode traze ao mundo. Com a ordenança divina surge um entrave: Adão não devia comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Muitos vêem na determinação divina uma simples proibição. Porém, através da ordenança divina Adão adquiriu outra semelhança com o Criador. Vejamos: Deus soberano é plenamente livre, porém, Ele não pode mentir, ou seja, Deus não pode negar-se a si mesmo, atentando contra a sua própria natureza. Deus jamais atentará contra a sua própria natureza ou existência, e ao ser instituída a ordenança no Jardim do Éden, Adão por semelhança foi instruído a não atentar contra a sua própria natureza. Após a ordenança de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, Adão tornou-se semelhante ao seu Criador, visto que, não podia atentar contra a sua própria natureza: vida proveniente de Deus.
Adão era perfeito e habitava um lugar perfeito. Posteriormente o Jardim tornou-se o cenário do Tribunal onde a humanidade foi julgada e condenada. A Regra "...mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás" Gn 2: 17. Deus é onipotente, porém não pode
mentir ou negar-se a si mesmo I I Tm 2: 13. Deus é fiel e justo. Se
Deus mentisse, fosse infiel ou injusto, Ele deixaria de ser Deus, o Deus
que conhecemos: santo, justo e bom. Esta mesma regra foi estabelecida
por Deus ao homem. Adão podia comer de todas as árvores
do jardim, mas no dia em que comesse da árvore do conhecimento do bem e
do mal, neste dia haveria de morrer. De que morte Deus falou a Adão?
Como a regra foi instituída por Deus, o conceito de morte que foi
instituída expressava uma idéia presente no próprio Deus e não segundo a
nossa concepção humana. Após comer da árvore 'proibida', Adão deixou a condição de santo, justo e bom, e passou a estar separado do seu Criador. Deus é vida, e separado do seu Criador, que é santo, justo e bom em essência, Adão passou a condição de morto, ou seja, a sua natureza deixou de possuir as mesmas características da natureza do seu Criador. A Ofensa, o Juízo e a Condenação Adão desobedeceu ao Criador e comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal. Adão com capacidade plena para comer de todas as árvores do jardim escolheu justamente a árvore que lhe era vetada. Ele lançou mão do juízo e da condenação. No instante em que Adão comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele abraçou um juízo, uma condenação e foi apenado: morreu! O que ocorreu com Adão passou a toda humanidade, e por isso a bíblia diz que ‘todos pecaram e destituídos estão de Deus’. Paulo descreve o que ocorreu com a humanidade em conseqüência da ação de Adão: "O juízo veio de uma só ofensa, na verdade para condenação (...) Pois se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse (...) assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação (...) Pois como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores" Rm 5: 16- 19; I Co 15: 21- 22. Sobre a condição da humanidade Jesus disse: "Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado..." João 3: 18, ou: "...tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" João 5: 24. Através destes versículos é possível perceber que o julgamento da humanidade se deu no passado. Todos os homens foram julgados e condenados em Adão. O juízo 'final' que muitos esperam deu-se no início da história da humanidade e todos os homens nascem debaixo de condenação. O posicionamento da bíblia difere em muito do que as nações e religiões pagãs anunciam. Não há paralelo no patrimônio histórico cultural da humanidade, ou uma similaridade entre o que as religiões do mundo acreditam e o posicionamento bíblico. Que cultura apresenta a humanidade como julgada e debaixo de condenação? Enquanto muitos esperam comparecer perante um tribunal semelhante aos tribunais humanos, onde o conceito de justiça é segundo os parâmetros de certo, errado, lei, moral, caráter, comportamento, que decorre das ações praticadas no dia-a-dia. Enquanto a humanidade espera um julgamento por suas próprias ações individuais, a bíblia demonstra que toda a humanidade está condenada como conseqüência do ato de um único homem: Adão. A bíblia apresenta uma única transgressão, um único juízo e uma condenação que se estende a humanidade. Sobre este aspecto Davi disse: "Certamente em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" Sl 51: 5. A sujeição ao pecado vem desde o nascimento do homem. Por conseguinte "Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há se quer um" Sl 14:3 e 53: 3. O profeta Isaias em seu livro descreve a condição dos homens retratado tal condição em seu povo Is 59. Certamente que a humanidade já está julgada e pesa sobre ela uma condenação. Por isso o escritor aos Hebreus diz: "Como escaparemos nós se não atentarmos para uma tão grande salvação?" Hb 2: 3. Somente o cristianismo apresenta a urgência da salvação para o dia que se chama ‘hoje’, visto que, os homens estão perdidos (condenados) em Adão. As religiões e a própria cultura da humanidade aponta o futuro na espera da decisão de que serão ou não condenados. Porém, a bíblia demonstra que estão enfatuados em sua carnal compreensão. O mito do juízo final presente na maioria das civilizações e religiões não resiste à verdade do evangelho, que demonstra que a humanidade está de baixo de condenação Jo 3: 18, e que a salvação encontra-se em Cristo, o último Adão. Haverá sim um juízo no futuro da humanidade, porém, este juízo será quanto as obras dos homens perdidos, que foram condenados em Adão.
Claudio Crispim
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