(Judas 5- 7)
Embora os cristãos já soubessem da
necessidade de estarem engajados na defesa da verdade do evangelho,
Judas escreveu para reavivar-lhes a lembrança.
Para relembrá-los da necessidade de
perseverarem na fé, Judas apresenta três exemplos: a libertação de
Israel do Egito, os anjos que não guardaram a sua posição e as
cidades de Sodoma e Gomorra.
O mesmo Senhor que os homens ímpios
estavam negando, é o Senhor que resgatou o povo de Israel da
escravidão no Egito "E beberam todos de uma
mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os
seguia; e a pedra era Cristo" (I Coríntios 10: 4).
Através desta pequena referência ao
povo de Israel, Judas quer trazer a lembrança dos irmãos uma lição
que eles já haviam aprendido. Sobre Israel e os que foram
destruídos, podemos nos socorrer dos ensinamentos de Paulo.
Embora tenha sido resgatado do Egito
um povo, nem todos eram israelitas de fato
"Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de
Israel são israelitas" (Romanos 9: 6). Da mesma forma,
nem todos que se apresentavam na assembléia dos cristãos eram
verdadeiramente membros do corpo de Cristo.
Os que pereceram no deserto eram
descendentes de Abraão, porém, pela incredulidade que havia neles,
não vieram a ser contados como filhos de Abraão. Na condição de povo
eram israelitas, porém, por não crerem individualmente, não puderam
ser contados como filhos de Deus.
Através desta pequena referência a
Israel, Judas esperava que os cristãos considerassem que Deus
resgatou a Israel da escravidão do Egito para tornar conhecido o seu
nome em toda a terra, fazendo de Israel sua propriedade particular
dentre todos os povos da terra "Mas, deveras,
para isto te mantive, para mostrar meu poder em ti, e para que o meu
nome seja anunciado em toda a terra" (Êxodo 9: 16).
Embora houvesse um povo livre do
Egito, individualmente eles não confiavam em Deus, e foram
destruídos. A exemplo, deveriam considerar que, para serem
participantes do corpo de Cristo é preciso crer na verdade do
evangelho.
Da mesma forma que foram destruídos
os que não creram dentre o povo de Israel, os ímpios haveriam de ser
destruídos conforme a condenação para qual havia sido destinados ao
nascerem segundo a semente corruptível de Adão.
De igual modo não foram poupados os
anjos que deixaram o seu principado. Eles estão debaixo de prisão
eterna, visto que, para eles não há redenção.
A certeza do juízo deve soar como
alerta para os incautos e impenitentes, para os que não se submetem
ao Senhorio de Cristo e que querem transtornar o evangelho.
Os cristãos que considerarem que as
cidades circunvizinhas a Sodoma e Gomorra também foram punidas por
se entregarem as mesmas práticas, haveria de seguir a recomendação
de Paulo: "Mas agora vos escrevi que não vos
associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou
avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com
o tal nem ainda comais" (I Coríntios 5: 11).
Estas três pequenas citações de
eventos do A. T. deve ser analisados e tidos como lembrete, para que
os que seguem a Cristo não venha a ser enganados por homens que se
introduzem dissimuladamente mas que tem por objetivo transtornar a
doutrina do evangelho.
Claudio Crispim