A Epístola de

Judas

 

 

Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram; E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.


1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7

 

Pág. 3

(Judas 5- 7)

Embora os cristãos já soubessem da necessidade de estarem engajados na defesa da verdade do evangelho, Judas escreveu para reavivar-lhes a lembrança.

Para relembrá-los da necessidade de perseverarem na fé, Judas apresenta três exemplos: a libertação de Israel do Egito, os anjos que não guardaram a sua posição e as cidades de Sodoma e Gomorra.

O mesmo Senhor que os homens ímpios estavam negando, é o Senhor que resgatou o povo de Israel da escravidão no Egito "E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo" (I Coríntios 10: 4).

Através desta pequena referência ao povo de Israel, Judas quer trazer a lembrança dos irmãos uma lição que eles já haviam aprendido. Sobre Israel e os que foram destruídos, podemos nos socorrer dos ensinamentos de Paulo.

Embora tenha sido resgatado do Egito um povo, nem todos eram israelitas de fato "Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas" (Romanos 9: 6). Da mesma forma, nem todos que se apresentavam na assembléia dos cristãos eram verdadeiramente membros do corpo de Cristo.

Os que pereceram no deserto eram descendentes de Abraão, porém, pela incredulidade que havia neles, não vieram a ser contados como filhos de Abraão. Na condição de povo eram israelitas, porém, por não crerem individualmente, não puderam ser contados como filhos de Deus.

Através desta pequena referência a Israel, Judas esperava que os cristãos considerassem que Deus resgatou a Israel da escravidão do Egito para tornar conhecido o seu nome em toda a terra, fazendo de Israel sua propriedade particular dentre todos os povos da terra "Mas, deveras, para isto te mantive, para mostrar meu poder em ti, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra" (Êxodo 9: 16).

Embora houvesse um povo livre do Egito, individualmente eles não confiavam em Deus, e foram destruídos. A exemplo, deveriam considerar que, para serem participantes do corpo de Cristo é preciso crer na verdade do evangelho.

Da mesma forma que foram destruídos os que não creram dentre o povo de Israel, os ímpios haveriam de ser destruídos conforme a condenação para qual havia sido destinados ao nascerem segundo a semente corruptível de Adão.

De igual modo não foram poupados os anjos que deixaram o seu principado. Eles estão debaixo de prisão eterna, visto que, para eles não há redenção.

A certeza do juízo deve soar como alerta para os incautos e impenitentes, para os que não se submetem ao Senhorio de Cristo e que querem transtornar o evangelho.

Os cristãos que considerarem que as cidades circunvizinhas a Sodoma e Gomorra também foram punidas por se entregarem as mesmas práticas, haveria de seguir a recomendação de Paulo: "Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais" (I Coríntios 5: 11).

Estas três pequenas citações de eventos do A. T. deve ser analisados e tidos como lembrete, para que os que seguem a Cristo não venha a ser enganados por homens que se introduzem dissimuladamente mas que tem por objetivo transtornar a doutrina do evangelho.

 

Claudio Crispim 

1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7

 

TOPO DA PÁGINA

 

   

  
 

www.ibiblia.netnet