Por que Deus
permite inocentes sofrerem?
Respondendo a
Pergunta: “Porque Deus permite que inocentes morram?”
O caso da morte
do menino João no Rio de Janeiro fomenta estes questionamentos!
Muitos
espíritas questionam a justiça divina por causa destes eventos.
Uma
irmã questionou o motivo pela qual Deus não intervém em
casos brutais, semelhante ao que ocorreu no rio. Se Ele conhece todas as coisas
e é justo, por que permite estes eventos?
É
certo que Deus conhece todas as coisas! É isto o que a bíblia nos
ensina.
Deus, antes que
qualquer evento ocorra, sabe o que há de vir!
Por que ele
permite estes eventos? Esta pergunta incomoda!
A
bíblia nos dá a resposta:
1º Tudo o que o homem
intentar ou programar fazer Deus permitirá que ocorra.
Da mesma
forma que ele permitiu Adão pecar, ele permitirá que os
homens tracem os seus caminhos. É o que chamamos de livre-
arbítrio.
Por que
Deus permitiu que Adão pecasse? Porque ‘Onde o Espírito de
Deus está, aí há liberdade’
II Co 3: 17, ou seja, no Éden, Deus concedeu
plena liberdade a Adão, visto que de
todas as árvores do jardim ele podia comer livremente Gn 3: 16 . Observe que Deus deu liberdade para Adão comer
de todas as árvores do jardim.
Houve um porém na liberdade concedida! No dia
Caim
intentou matar Abel. Abel era justo, e mesmo assim Deus permitiu. Deus foi
injusto em permitir a morte de Abel? É o que descobriremos.
Mesmo
quando foi morto, para Deus Abel continuou vivo! (Lc
20: 38).
Este
raciocínio de outra maneira: no passado (Paulo fala de outro tempo),
mesmo quando vivos, para Deus estávamos mortos! (Ef
2: 5)
2º Deus poderia ter impedido o
acesso de Adão à árvore do conhecimento do bem e do mal,
mas mesmo sabendo do intento do homem, ele não interferiu.
Quando o
homem foi criado, ele foi criado a imagem e
semelhança do seu Criador.
A
imagem do
homem advém de Cristo, o segundo Adão, visto que Deus é Espírito, e espírito não tem
forma. A forma que o homem recebeu advém de Cristo, pois Adão era
a figura daquele que havia de vir (Rm 5: 14).
A
semelhança que alcançamos é quanto ao domínio, ou seja, a
vontade do homem, dentro da sua esfera de atribuição, é
soberana. Deus deu o domínio ao homem sobre tudo na face da terra, e o
próprio tempo é uma garantia desta soberania (Gn 1: 26). Caso o homem queira
concertar uma decisão que tenha tomado anteriormente, terá que
tomar uma nova decisão. Nem mesmo o homem muda as suas decisões,
é preciso uma nova decisão para alterar a anterior.
Deus não
volta atrás em seus intentos. Ele não volta atrás em sua
vontade, pois é soberana. Por semelhança as decisões do
homem são soberanas, visto que se ele quiser alterar uma decisão
não conseguirá. Terá de tomar uma nova decisão.
(Observe
que Satanás não quis ser Deus, visto que tal intento é
impossível de ser alcançado pelas suas criaturas. Satanás
mesmo reconhecia a posição de Deus: o Altíssimo.
Satanás almejou ser semelhante (Is 14: 13- 14) .
Para tentar alcançar o seu intento, ele calculou mal, visto que pensou
que para alcançar a semelhança deveria subir acima das estrelas
de Deus (anjos). Porém, a semelhança não se
alcança, visto que Deus desceu, e deu a sua semelhança aos homens.
Isto é comentário para outra oportunidade, visto que é um
erro gravíssimo dizer que Satanás quis ser Deus, ou que intentou
roubar a glória de Deus).
3º Muitos questionam a justiça
de Deus quando uma criança morre, ou quando se vê crianças
morrendo de fome, guerras, misérias, etc.
Mas, o
que a bíblia nos mostra? Primeiro devemos observar que sobre a
humanidade já pesa uma condenação. Ou seja, não
há como o homem questionar que Deus é tolerante com os injustos e
para com os seus atos injustos, visto que todos os homens estão
condenados perante ele. Eles já nascem sob condenação!
Observe
que o Juízo de Deus já foi estabelecido. O juízo já
veio de uma só ofensa, e para a condenação. Quando
Adão pecou, ele trouxe um juízo, e uma condenação,
conforme Romanos 5: 16 e 18.
(Obs.: Ao
desobedecer, Adão foi julgado conforme a liberdade oferecida, condenado
e recebeu a pena estabelecida: morte! (I Co 15: 22).
Toda a humanidade morreu.
"Pois
assim como por uma ofensa veio
o juízo sobre todos os homens, para a condenação..." Rm 5: 18.
Como
questionar a justiça de Deus se todos já estão debaixo de
uma condenação? É verdadeira a colocação que
a justiça de Deus tarda, mas não falha?
(Outro
erro é considerarmos que o juízo de Deus será estabelecido
no futuro, na consumação de todas as coisas. Terrível
engano! O juízo já foi estabelecido
4º Deus não é
tolerante com a injustiça, visto que, mesmo quando todos estão
condenados, ele ainda estabelece dois tribunais para julgamento das
ações dos homens, e isto no futuro.
O
tribunal de Cristo será estabelecido para julgamento das
ações dos salvos, e o Grande Trono Branco, será
estabelecido para os não salvos, uma vez que Deus trará a
juízo as ações de todos os homens, e isto sem
exceção. Não há acepção de pessoas
quanto ao julgamento divino.
a) A humanidade já
está sob condenação, ou seja, já foram julgados em
Adão;
b) Deus recompensará a cada
um segundo as suas obras, sem acepção de pessoas (Rm 2: 11) , e isto se dará
no futuro: no tribunal de Cristo (Rm 14: 10 e II Co 5: 10) e no Grande Trono Branco (Ap 20: 11). Observe que
as referencias dizem das obras dos homens, salvos e os não salvos
respectivamente.
5º Todos os que crêem em
Cristo, estes morrem com ele, e ressurgem uma nova Criatura. Sobre este
não pesa mais a condenação de Adão, pois passaram
da morte para a vida e vivem para Deus. Mas, mesmo vivendo para Deus, o novo
homem ainda pode praticar más ações, porém,
isto será alvo de acerto no Tribunal de Cristo.
Assim
poderemos entender o versículo seguinte:
"Portanto,
agora, nenhuma
condenação há para os que estão
Porque
nenhuma? Se Paulo dissesse: 'não há condenação',
entenderíamos que só há uma condenação
possível para os homens.
Mas,
quando o apóstolo diz que 'nenhuma
condenação há', é porque pesava sobre o homem mais que uma condenação.
A condenação de Adão, e a condenação no
futuro, no Grande Trono Branco.
Hoje, em
Cristo, estamos livres da condenação em Adão, e
compareceremos ante o Tribunal de Cristo, onde não há
condenação, antes haveremos de receber o que houvermos feito por
meio do corpo: bem ou mal.
“Porque todos
devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba
segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (II
Coríntios 5 : 10).
Por todos
esses motivos apresentados não podemos questionar a Deus quanto a sua
justiça:
1º Ele é o oleiro, e tem
poder sobre o barro (homem) para de uma mesma massa fazer vasos com
distintas destinações (Rm 9: 21);
É um erro gravíssimo pensar que na igreja de Cristo há
vasos para honra e vasos para desonra!
2º Quando Deus cria os vasos para
desonra?
Em
Adão todos os vasos são criados para a Desonra. Todos os homens
que nascem da semente corruptível, ou seja, que são provenientes
da vontade da carne, da vontade do varão e do sangue, ou de Adão,
são vasos para desonra, visto que eles estão destinados a
perdição. Mas, Deus suporta com paciência os vasos da ira,
ou seja, os vasos da desobediência que surgiram em Adão.
3º Os vasos para honra
são criados em Cristo, o segundo Adão. Deus tem poder sobre o
barro (os homens), para da mesma massa fazer vasos
para honra, demonstrando que Ele é misericordioso. Ao fazer vasos para
honra (ao qual somos nós Rm 9: 24), Deus
dá a conhecer a sua glória e misericórdia.
E aos
anjos é revelado a multiforme sabedoria, etc. (Ef 3: 10).
Por isso
Paulo diz: "Quem és tu, que a Deus replicas?" (Rm 9: 20).
Precisamos
conhecer os propósitos de nosso Deus, visto que o diabo está sempre
fazendo com que questionemos aquilo que não compreendemos.
Espero
ter esclarecido alguns pontos. Caso algum irmão tenha maiores
dúvidas sobre a justiça de Deus, leia comentário ao livro
de Malaquias disponível no site ibiblia.
Claudio Crispim
Acesse: http://www.ibiblia.net