A Carta de Paulo aos

Gálatas

 

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Capítulo I (v. 6- 12)

 

A Inconstância dos Gálatas

6 Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho;

Causou admiração, e até mesmo espanto ao apóstolo, a rapidez com que os irmãos da galácia estavam se afastando da graça de Cristo revelada no evangelho.

Foi Deus quem chamou os cristãos à graça de Cristo, e se eles estavam se afastando do verdadeiro evangelho, estavam rejeitando o chamado de Deus.

A graça de Cristo é revelada através do evangelho, e é nesta maravilhosa graça que Deus convoca os homens à salvação. Deus convoca sem distinção os homens à graça de Cristo por meio do evangelho, que é poder para todos aqueles que crêem, fazendo-os filhos de Deus Jo 1: 12; Rm 1: 16.

O evangelho é chamado de Deus a todos os homens. Por ser um 'convite' a todos os homens, sem distinção de raça, língua ou condição social, demonstra que a  graça de Deus é universal, anunciada a todos os homens Lc 2. 14.

Deus quer o bem de todos os homens, e por isso, amou o mundo de uma maneira tal que enviou o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna Jo 3: 16.

Paulo é claro: Deus chama os homens à salvação por meio do evangelho, sem fazer qualquer tipo de seleção dentre os perdidos.

7 O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.

Não há outro evangelho, isto porque Deus concedeu somente um evangelho, no qual tornou conhecida a sua graça através da oferta do seu Filho Unigênito.

Paulo demonstra que havia entre os cristãos 'transtornadores' do evangelho de Cristo. Estas pessoas estavam incomodando os cristãos com um pseudo-evangelho.

 

8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.

Mesmo após ter se surpreendido com a inconstância dos gálatas, Paulo se lança em defesa do evangelho.

A defesa do evangelho é tão veemente que Paulo se inclui no rol daqueles que poderiam aparecer com um outro evangelho, porém, este pretenso evangelho seria anátema.

O alerta de Paulo estende-se até alguma mensagem transmitida por algum anjo, e igualmente haveria de ser um evangelho maldito.

 

9 Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.

O que Paulo estava escrevendo, já havia sido informado: qualquer outra doutrina que tentasse se passar pelo evangelho, deveria ser considerado anátema.

 

10 Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.

Paulo demonstra que não está interessado em agradar os homens, mas somente a Deus. Caso ele fizesse diferente, não seria servo de Cristo.

 

11 Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens.

Uma carta geralmente faz referência a um fato passado ou traz informação sobre algo possível no futuro. Esta característica de uma carta não se perde nas epístolas do apóstolo, pois demonstra que o evangelho já havia sido anunciado aos irmãos da galácia.

Eles já haviam recebido a verdade do evangelho, e, portanto, a carta de Paulo não é de cunho evangelístico. A carta somente demonstra aspectos do evangelho, fazendo com que os leitores da carta lembrem o que fora dito anteriormente.

Devemos ter em mente que o apóstolo não apresenta conceitos acerca do evangelho em suas cartas (isto ele já havia feito pessoalmente), antes aponta princípios gerais que devem ser analisados em conjunto com o A. T., e com o anunciado por Cristo.

 

12 Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.

O evangelho não é segundo os homens. Não se aprende dos homens e nem deles se recebe qualquer informação que possa trazer mais luz ao evangelho. Paulo recebeu o evangelho de Cristo através de uma revelação.

 

Claudio Crispim

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