1 IRMÃOS, se algum
homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois
espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por
ti mesmo, para que não sejas também tentado.
Paulo passa
as recomendações finais aos cristãos que permaneciam firmes no evangelho que não
é segundo os homens.
As recomendações são práticas. Após demonstrar o
que é ser espiritual (viver no Espírito), e a necessidade de se andar no
Espírito, Paulo admoesta que, caso alguém fosse surpreendido nalgum erro,
os cristãos deveriam instruir o ofensor com amor.
O pedido de Paulo demonstra que o ofensor não
teria o mesmo esclarecimento que os cristãos, ou não era espiritual, ou seja, nascido do Espírito.
Os cristãos eram espirituais, nascidos da vontade de Deus e por meio da sua palavra,
que é semente incorruptível e poder. Por estarem de posse desta nova
condição, os cristãos deveriam ser pacientes e tolerantes. Prontos a
corrigir, porém, com mansidão.
Observe que, mesmo após alcançar a
condição de espirituais em Cristo, o cristão é passível de ser
tentado. O cristão deve vigiar, pois também pode incorre em erros.
2 Levai as cargas
uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.
Paulo recomenda aos cristãos o
amor e as boas ações, visto que, aqueles que são nascidos de novo foram criados
para as boas obras “... as quais Deus preparou para que andássemos nelas” Ef 2. 10.
Através do
amor os cristãos cumprem a lei de Cristo, e não por meio da lei mosaica.
A
obra de Deus dada aos homens é que creiam naquele que ele enviou Jo 6: 29, e não
as obras da lei. Quem cumpre o mandamento de Deus, crê em Cristo, e ajuda os
seus semelhantes em suas dificuldades, uma expressão de amor I Jo 3: 23.
3 Porque, se alguém
cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.
Aqui está a
explicação da recomendação quanto a cumprir a lei de Cristo. Havia entre os
cristão alguém que cuidava ser alguma coisa por cumprir algumas determinações da
lei. Este versículo volta a abordar uma observação feita no início da carta:
‘...quem cuida ser alguma coisa...’ Gl 2. 6.
O judaísmo
continham muitos elementos externo que tornava possível aos homens medirem uns
aos outros, mas em Cristo, todas
as diferenças acabaram, visto que Cristo é tudo em todos Gl 3. 28.
Compare Gl 2. 6, com
Gl 3. 28 e com Gl 6. 3.
Aqueles que
consideravam ser alguma coisa, e a realidade segundo o evangelho era que nada
eram, estavam equivocados na sua carnal compreensão. Não tinham conhecimento da parte de Deus.
4 Mas prove cada um
a sua própria obra, e terá glória só em si mesmo, e não noutro.
Paulo demonstra que aos cristãos
não cabe impor carga uns aos outros, visto que, ninguém dentro da igreja é senhor de
seu irmão.
A recomendação é para auxiliar na condução das cargas dos
irmãos, e não impor-lhes carga (ordenanças).
Cada um
deve julgar aquilo faz, e obter glória de suas próprias ações.
Paulo era consciente quanto ao
gloriar-se. Ele tinha por glória as suas fraquezas "De alguém assim
me gloriarei eu, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas
fraquezas" (II Coríntios 12: 5).
5 Porque cada qual
levará a sua própria carga.
Paulo é claro: cada um levará a
sua própria carga! Não é uma demonstração, ou exercício de amor colocar cargas sobre o seu
companheiro, se nem mesmo quem quer impor regras, não consegue levar.
O
cristão deve
auxiliar outros a levarem as suas cargas, porém, a carga não fica a cargo de
quem esta auxiliando.
O não colocar tropeço ou empecilho aos
companheiros já se constituí em ajuda.
6 E o que é
instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o
instrui.
Este
versículo deve ser interpretado segundo o estipulado por Paulo na carta aos II
Co 12 .14. Quando Paulo recomenda que o instruído reparta todos os bens,
possivelmente tenha falado de uma contribuição pecuniária. Mas a maior
colaboração que um aluno pode dar a quem o instruí, é demonstrando o quanto aprendeu.
Há um leque
muito grande de interpretação neste versículo, visto que, que instrui reparte
conhecimento com o aluno, e
este por sua vez, deve repartir também com outros, tomando por exemplo aquele que o
instruiu.
7 Não erreis: Deus
não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso
também ceifará.
O que a humanidade considera
como sendo justiça, a bíblia trata como sendo a lei da semeadura: tudo quando o
homem semear, isto também ceifará.
Os homens questionam a justiça de Deus frente às turbações que
ocorrem nesta vida: - Há, fulano
matou, e onde está a justiça de Deus? Existem milhões de Crianças com fome, será
que Deus é justo?
Estes
esquecem que tudo quanto o homem semear, isto ceifará.
Durante o
curso desta vida as pessoas colhem o que plantaram, e isto é justo.
Os cristãos devem saber que as obras
dos homens sem Cristo serão julgadas
no Tribunal do Trono Branco juízo final Ap 20. 11- 15. Aqueles que
forem apresentados diante do Tribunal do Trono Branco, é porque
estão debaixo de condenação. Estão condenados, uma vez que os seus
nomes não estão inscritos no
livro do cordeiro. Serão julgados pelas suas obras, da mesma forma que os que
comparecerem ante o Tribunal de Cristo serão julgados.
O
que o mundo não entende, é que a Justiça de Deus se
revelada em Cristo, visto que, todos os homens por causa da queda de Adão estavam
condenados. Em Adão toda a humanidade perdeu-se e ficou aquém da glória de Deus.
Toda a humanidade estava perdida em delitos e pecados.
Muitos questionam
quando Deus julgará o mundo, mas esquecem que o mundo já está debaixo de
condenação “... certamente morrerás”. Quem não crê em Cristo, já esta condenado.
Diante de
Deus o mundo está morto (jaz no maligno), pois pesa sobre ele o julgamento de Deus “Pois assim como
por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação” Rm 5.
18.
O juízo já veio para condenação por uma ofensa!
Os que esperam um julgamento final, devem perceber que este
julgamento foi realizado no primeiro homem. Sobre este aspecto
da justiça de Deus Jesus disse: “Quem crê nele não é condenado
mas quem não crê já está condenado” Jo 3. 18.
Muitos esperam um
julgamento para se defenderem, mas estes esquecem que já estão condenados!
Este versículo fala
das ações de todos os homens sobre a face da terra. Tanto aqueles que são
nascidos de novo, ou da velha criatura. Tudo o que fizerem, de bom ou mal,
receberão a justa medida conforme a semente que plantaram II Co 5. 10 comparado com Ap
20. 12.
O
homem colhe o fruto de suas decisões tanto
aqui, quanto no mundo vindouro, tudo segundo à semente que foi semeada Rm 2. 6- 11.
Deus recompensará
a cada um segundo as suas obras, pois ele não faz acepção de
pessoas.
A recomendação: não erreis, foi feita
aos cristãos. O apóstolo Tiago disse: "Todos tropeçamos em muitas
coisas" Tg 3: 2. Isto demonstra que os cristãos, mesmo após a
Regeneração são passíveis de erros.
Por que o cristão não deve errar?
Porque tudo o que o homem faz, seja ele cristão ou não, será julgado
por Deus em tribunais específicos.