A Carta de Paulo aos

Gálatas

 

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Capítulo IV (v. 13- 23)

 

Conhecimento Comum a Todos

13 E vós sabeis que primeiro vos anunciei o evangelho estando em fraqueza da carne; 14 E não rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne, antes me recebestes como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo.

Paulo faz referência a alguma enfermidade em seu corpo que não é possível precisar.

Como uma carta é personalíssima, somente os cristãos à época de Paulo souberam dos problemas que Paulo passou.

Especular sobre a 'fraqueza da carne' de Paulo não trará a lume sobre qual enfermidade ele estava passando, e mesmo que descobríssemos qual era a sua fraqueza, ela não seria de valor algum para a salvação.

 

15 Qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis.

Paulo demonstra que não se esqueceu da hospitalidade e carinho dos irmãos. Como era possível terem se esquecido das recomendações acerca do evangelho?

16 Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?

Paulo utiliza um argumento bem convincente: aquele que diz a verdade, em verdade é um amigo, e não inimigo.

 

17 Eles têm zelo por vós, não como convém; mas querem excluir-vos, para que vós tenhais zelo por eles.

Os judaizantes demonstravam zelo pelos cristãos, mas não conforme o que estipula o evangelho. Parece que os judaizantes queriam tirar os cristãos do evangelho genuíno com o intuito de serem eles o objeto de zelo dos cristãos.

 

18 É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou presente convosco.

Paulo incentiva o zelo do que é bom, ou seja, como convém a quem segue o evangelho de Cristo. Ser zeloso é recomendável, porém, o zelo não pode ser apregoada como prática para se conquistar a salvação.

O zelo pelo evangelho deve ser constante, e não somente quando Paulo estivesse presente.

 

19 Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós;

Paulo paternalmente chama os cristãos de 'meus filhinhos'! Ao ver que os cristãos estavam sendo inquietados, e que alguns queriam transtornar o evangelho, ele estava de novo sofrendo, como se estivesse de parto.

O sofrimento de Paulo só teria fim quando Cristo fosse formado neles.

 

20 Eu bem quisera agora estar presente convosco, e mudar a minha voz; porque estou perplexo a vosso respeito.

Paulo não queria estar escrevendo repreensões. Era desejo de Paulo estar com os cristãos da regiões da galácia, e mudar o tom da conversa.

Paulo estava perplexo pela decisão daqueles que queria estar debaixo da lei.

 

21 Dizei-me, os que quereis estar debaixo da lei, não ouvis vós a lei?

Os judaizantes são convidados a responder as questões de Paulo.

Aqueles que desejavam voltar a estar debaixo da lei, pareciam não ter ouvido o que a lei transmite. Quem estava se desviando do evangelho, será que não entendeu a proposta da lei?

 

22 Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre.

Esta carta de Paulo contrapõe: lei X evangelho; carne X Espírito; Sara X Agar; Isaque X Ismael; escrava X livre, etc.

Aqueles que queria justificar-se através da lei não compreenderam a passagem da Escritura que aponta os dois filhos que Abraão tivera: um da escrava, e outro da livre.

 

23 Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa.

Paulo convoca os que queriam viver segundo a lei a observarem e entenderem o que a Escritura ensinava.

Apesar de Abraão ter alcançado dois filhos, um foi gerado segundo a carne, e outro por promessa.

O que os judaizantes teriam a dizer destes filhos de Abraão? Será que eles teriam ouvido e compreendido o que diz a lei?

Porque Isaque nasceu segundo a promessa, fidelidade e poder de Deus, e os cristãos através da união com o Descendente. Nascem também segundo a promessa feita a Abraão, pois Deus é fiel e concede a sua palavra, que é poder de Deus para todos quantos crêem, para serem feitos filhos de Deus Jo 1: 12; Rm 1: 16.

 

 

Claudio Crispim

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