13 E vós sabeis que
primeiro vos anunciei o evangelho estando em fraqueza da carne; 14 E não
rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha
carne, antes me recebestes como um anjo de Deus, como Jesus Cristo
mesmo.
Paulo faz
referência a alguma enfermidade em seu corpo que não é possível precisar.
Como
uma carta é personalíssima, somente os cristãos à época de Paulo souberam dos
problemas que Paulo passou.
Especular sobre a
'fraqueza da carne' de Paulo não trará a lume sobre qual enfermidade
ele estava passando, e mesmo que descobríssemos qual era a sua
fraqueza, ela não seria de valor algum para a salvação.
15 Qual é, logo, a
vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível
fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis.
Paulo
demonstra que não se esqueceu da hospitalidade e carinho dos irmãos. Como era
possível terem se esquecido das recomendações acerca do evangelho?
16 Fiz-me acaso
vosso inimigo, dizendo a verdade?
Paulo utiliza
um argumento bem convincente: aquele que diz a verdade, em verdade é um amigo, e
não inimigo.
17 Eles têm zelo
por vós, não como convém; mas querem excluir-vos, para que vós
tenhais zelo por eles.
Os
judaizantes demonstravam zelo pelos cristãos, mas não conforme o que
estipula o evangelho. Parece que os judaizantes queriam tirar os cristãos do
evangelho genuíno com o intuito de serem eles o objeto de zelo dos cristãos.
18 É bom ser
zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou presente
convosco.
Paulo
incentiva o zelo do que é bom, ou seja, como convém a quem segue o
evangelho de Cristo. Ser zeloso é recomendável, porém, o zelo não pode ser
apregoada como prática para se conquistar a
salvação.
O zelo pelo evangelho
deve ser constante, e não somente quando Paulo estivesse
presente.
19 Meus filhinhos,
por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja
formado em vós;
Paulo paternalmente
chama os cristãos de 'meus filhinhos'! Ao ver que os cristãos
estavam sendo inquietados, e que alguns queriam transtornar o
evangelho, ele estava de novo sofrendo, como se estivesse de
parto.
O
sofrimento de Paulo só teria fim quando Cristo fosse formado neles.
20 Eu bem quisera
agora estar presente convosco, e mudar a minha voz; porque estou
perplexo a vosso respeito.
Paulo não
queria estar escrevendo repreensões. Era desejo de Paulo estar com os cristãos
da regiões da galácia, e mudar o tom da conversa.
Paulo estava perplexo
pela decisão daqueles que queria estar debaixo da lei.
21 Dizei-me, os que
quereis estar debaixo da lei, não ouvis vós a lei?
Os
judaizantes são convidados a responder as questões de Paulo.
Aqueles que desejavam
voltar a estar debaixo da lei, pareciam não ter ouvido o que a lei
transmite. Quem estava se desviando do evangelho, será que não
entendeu a proposta da lei?
22 Porque está
escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da
livre.
Esta carta de Paulo
contrapõe: lei X evangelho; carne X Espírito; Sara X Agar; Isaque X
Ismael; escrava X livre, etc.
Aqueles que queria
justificar-se através da lei não compreenderam a passagem da
Escritura que aponta os dois filhos que Abraão tivera: um da
escrava, e outro da livre.
23 Todavia, o que
era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por
promessa.
Paulo convoca os que
queriam viver segundo a lei a observarem e entenderem o que a
Escritura ensinava.
Apesar de Abraão ter
alcançado dois filhos, um foi gerado segundo a carne, e outro por
promessa.
O que os judaizantes
teriam a dizer destes filhos de Abraão? Será que eles teriam ouvido
e compreendido o que diz a lei?
Porque Isaque nasceu segundo a
promessa, fidelidade e poder de Deus, e os cristãos através da união
com o Descendente. Nascem também segundo a promessa feita a Abraão, pois
Deus é fiel e concede a sua palavra, que é poder de Deus para todos
quantos crêem, para serem feitos filhos de Deus Jo 1: 12; Rm 1: 16.