18 Mas, se sois
guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
Apesar da oposição carne e Espírito para que o cristão não faça a
sua própria vontade, ele precisa esta consciente que é guiado pelo
Espírito, e que não mais esta debaixo da lei.
Aquele que é nascido do Espírito, e
que anda
no Espírito, é guiado pelo Espírito, não precisando de tutor ou curador (não
estais debaixo da lei). Isto porque a carne só
pode disciplinar aqueles que vivem e andam segundo a carne. Como a lei não pode
justificar o homem carnal, ela acaba por tornar evidente o estado de
degradação que a velha natureza produz.
Para os libertos por Cristo, não há lei.
19 Porque as obras
da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição,
impureza, lascívia, 20 Idolatria,
feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas,
dissensões, heresias, 21 Invejas,
homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas,
acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que
cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
O que a carne produz está descrito acima, e a lei não consegue melhorar
o que a carne produz. A lei acaba por evidenciar a condição da carne:
a não
sujeição a Deus.
22 Mas o fruto do
Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade,
fé, mansidão, temperança. 23 Contra estas
coisas não há lei.
O fruto, ou
aquilo que o Espírito produz é descrito no verso acima.
É um erro considerar a palavra 'fruto' como se
ela figurasse o fruto de uma árvore e as suas qualidades.
Fruto do Espírito refere-se
aquilo que o Espírito produz no homem, ou antes, as obras que de antemão, Deus
preparou para que o cristão andasse nela.
O que
o Espírito produz não é contrário a lei,
visto que a lei é espiritual.
24 E os que são de
Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
O que o Espírito produz é de
conhecimento dos cristãos, porém o mais importante é demonstrado
neste verso: os que são de Cristo, ou seja, aqueles que lhe
pertencem crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscência.
Os
que pertencem a Cristo são de uso
exclusivo de Deus (Santificados). Isto tornou-se possível porque o
cristão conforma-se com Cristo na sua morte. A carne e tudo o que
lhe é pertinente também foi crucificado: suas paixões e
concupiscência.
Aqueles que não são de Cristo é porque não crucificaram a carne, e
por isso não pertencem a Deus.
O apóstolo Paulo destaca para os
cristão o evento da conformação com Cristo na sua morte, para
por um termino à discórdia entre os cristãos. Sendo a discórdia e a
dissensão algumas da paixões da carne, Paulo quer destacar que
tudo pertencente a velha natureza foi
cravada na cruz pela fé Gl 5: 15.
Este versículo reitera que o cristão não possui duas naturezas,
isto porque, para se adquirir
a nova natureza, em primeiro lugar é preciso aniquilar a antiga natureza,
cravando-a na cruz Fl 3: 10.
Não
há como o cristão satisfazer as concupiscências da carne, uma vez que o sofrera
a circuncisão de Cristo, que é o despojar do corpo da carne. A carne com suas paixões
e concupiscência foi cravada na cruz para os que crêem.
25 Se vivemos em
Espírito, andemos também em Espírito.
Quando criados pelo Espírito Eterno
através da semente incorruptível, o cristão
passa a viver pelo Espírito. Após tornar-se participante da vida que há em Deus,
o cristão deve andar como servo da Justiça, ou seja, em Espírito. Se
posse da natureza divina, resta ao cristão comportar-se como filho
de Deus.
Não
é o comportamento do homem que o faz agradável a Deus, antes,
a paz com Deus é possível por intermédio de Cristo. No entanto,
agora como filhos da luz, o cristão deve andar como filho da luz "Porque
noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no SENHOR; andai como
filhos da luz" (Efésios 5: 8).
Compare a redação do versículo 25 com o versículo 16.
26 Não sejamos
cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos
uns aos outros.
Paulo encera o assunto que ele começo a desenvolver no versículo 15.
As disputas provenientes da lei acabaram por aguçar um desejo de
preeminência entre os cristão.
Paulo destaca que este comportamento
é busca por uma glória vã. Esta cobiça somente estava irritando
alguns, e criando inveja em outros.
Basta ao cristão andar como filho da
luz, e não terá o comportamento descrito acima.