A Carta de Paulo aos

Efésios

 

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Capítulo III (v. 9- 16)

9 E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;

A missão do apóstolo era a de anunciar as riquezas insondáveis de Cristo e demonstrar a todos os homens a dispensação do mistério que esteve oculto ao longo dos séculos.

O contato que os homens têm é com a mensagem do evangelho, que contém o mistério revelado e que torna compreensíveis as riquezas de Cristo. Diferente é o aspecto deste mesmo evangelho para os seres celestiais.

 

10 Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus,

Os seres celestiais tinham consciência do poder de Deus e de que o Verbo de Deus participou da criação, visto que, em Cristo todas as coisas foram criadas.

Porém, agora, pela igreja, estes seres celestiais passaram a conhecer a multiforme sabedoria de Deus.

É interessante observar que os seres celestiais têm contato constante com o poder de Deus, que a tudo criou por meio de Cristo, mas nem mesmo eles conheciam a multiforme sabedoria Ef 1. 9- 10.               

 

11 Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor,

O eterno propósito de Deus de fazer convergir em Cristo todas às coisas tornou conhecido aos principados e potestades nos céus a multiforme sabedoria de Deus.

A nós, os homens, foi revelado o mistério e a possibilidade de compreendermos as riquezas de Cristo.

 

12 No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele.

Em Cristo Jesus, os cristãos têm ousadia e acesso a Deus, pela confiança adquirida. Sobre a confiança a carta de Tiago nos é esclarecedora.

É pela fé em Cristo que se tem ousadia e confiança “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus” Hb 10. 19.               

  

13 Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, que são a vossa glória.

Paulo era o prisioneiro de Cristo, mas não queira que os irmãos desfalecessem por causa dele. Antes, os cristãos deveriam reputar as tribulações de Paulo como sendo uma glória deles.

Os cristãos não deveriam desfalecer ante as tribulações do apóstolo, antes deveriam tê-las (as tribulações) como uma confirmação de que o perseguidor era quem anunciava o evangelho.

 

14 Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,

O apóstolo demonstra outro motivo pela qual orava constantemente ao Senhor: que as suas tribulações não se torne em empecilho aos cristãos.

O primeiro momento de oração foi para que Deus concedesse aos cristãos sabedoria e revelação em seu conhecimento Ef 1. 16- 19.

15 Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome,

Todas as criaturas de Deus refugiam-se em seu nome Ef 1. 10.

 

16 Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior;

Temos duas referências a riquezas da graça EF 1. 7; 2. 7, e duas referências a riquezas da glória.

As duas últimas referências foram utilizadas em momento de oração. As riquezas incompreensíveis de Cristo dizem das riquezas da graça que é por meio do evangelho, loucura para os que perecem “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” I Co 1. 23.

      

 

 

Claudio Crispim

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