12 Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de
Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.
O segundo elemento da perfeição em Cristo é: sepultados
com Cristo no batismo, ou seja, o batismo representa aquilo que o cristão alcança pela
fé. Da mesma forma que se é sepultado em Cristo, o cristão ressurge TAMBÉM nele,
por meio da fé em Deus, que ressuscitou a Cristo dentre os mortos.
13 E,
quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos
vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas,
O que Deus operou não podia ser ignorado. Quando se estava
morto em pecado e na incircuncisão da carne, ou seja, a carne estava viva
segundo o pecado, Deus vivificou os que creram na mensagem do evangelho juntamente com Cristo, e perdoou todas as
ofensas.
Tudo o que Deus
operou nos cristão deixou-os perfeitos como perfeito é o último Adão. Os
cristãos passaram a ser participantes da natureza de Cristo II Pe 1: 4.
14 Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de
alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.
Havia uma dívida que o homem não podia pagar, e Deus a
riscou. Paulo refere-se a lei, que além de tornar evidente a condição pecaminosa
do homem, também o deixou com uma dívida por não conseguir cumprir as ordenanças
“...desfazendo na sua carne a lei dos mandamentos...” Ef 2. 14- 15.
A lei é nomeada de
‘escrito de dívida’, isto por causa da obrigação de cumpri-la integralmente para
que o homem pudesse viver por meio dela. A divida foi anulada quando cravada na cruz.
15 E,
despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou
em si mesmo.
Por meio do ato descrito anteriormente, Deus tomou o que era de valor para
os principados e potestades. Ao riscar a cédula, ou ao tirar a lei, Deus
retirou, ou seja, despojou os principados e potestades daquilo que dava força ao
pecado e a lei.
Os principados e potestades neste versículo referem-se as hostes
espirituais da maldade, conforme a carta de Paulo aos Efésios
“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue,
mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das
trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares
celestiais” Ef 6. 12. Diferente do que é exposto em Tt 3. 1.
16 Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de
festa, ou da lua nova, ou dos sábados,
Conclui-se: se os cristãos eram perfeitos em Cristo, ninguém
podia assumir a condição de juízes, ou seja, que ninguém vós
julgue!
A ninguém é dada a
autonomia de julgar o que os cristãos comem, bebem, festejam, comemoram, etc. A
ninguém é dado julgar os servos e Deus por causa de dias de festas, ou dias de luas, ou de
sábados.
A bíblia
apresenta alguns motivos:
a)
receberemos
o louvor de Deus, e não de homem algum I Co 4. 5;
b)
Deus recebeu
a todos Rm 14. 3;
c)
Não se pode
julgar o servo alheio Rm 14. 4;
d)
Cada um deve
estar seguro em sua própria mente Rm 14. 5; etc.
17 Que
são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.
Cada elemento que a lei apresentava acerca das comidas, das
bebidas, das festas, dos dias, dos sábados e luas, apenas apontavam para elementos
futuros, não sendo a imagem exata das coisas “Porque
tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas,
nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode
aperfeiçoar os que a eles se chegam” Hb 10. 1.
Os elementos que a lei apresenta são para cuidados do corpo
(comer, beber, festas, descansos, etc), só que o corpo (igreja) pertence a Cristo.
Segue-se que o corpo
de Cristo é prefeito, pois ele tem cuidado de todos vós I Pd 5. 7.