A Ceia

 

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Os elementos da ceia

Paulo ensinou que, na noite da traição, Cristo pegou o pão e após ter dado graças partiu-o e disse: Isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isso em memória de mim” (v. 24);

Sabemos que o pão não se transforma no corpo ou na carne de Cristo. Antes, ao dizer: "Isto é o meu corpo...", Jesus estava demonstrando que o pão, naquele momento, representava o corpo de Cristo, que estava sendo entregue à humanidade.

Sabemos que o corpo de Cristo não foi dividido em partes, visto que, nenhum de seus ossos foi quebrado.  Desta forma, sabemos que o pão partido e entregue aos discípulos não representava que o corpo de Cristo seria dividido em partes, antes que, cada um dos discípulos, após comerem, passaram a fazer parte do corpo de Cristo.

Cristo foi entregue em prol da humanidade, e todos os que crêem passam a condição de participantes do corpo de Cristo.

Após ter dado graças e partido o pão aos discípulos, Jesus estava lhes demonstrando que todos eles constituíam o seu novo corpo. O pão repartido entre os discípulos representava o corpo de Cristo, ou seja, cada discípulo passou à condição de participante do corpo de Cristo.

O pão que foi partido por Cristo representava o seu corpo, e que, após ser entregue aos discípulos, passou a representar que cada um dos discípulos passaram a compor o corpo de Cristo.

O pão que representava o corpo de Cristo estava sendo 'partido' por todos, ou seja, a ceia era para trouxessem vivo em suas lembranças que todos faziam parte do corpo de Cristo.

Paulo estava relembrando os cristãos que, embora fossem muitos, todos individualmente eram membros uns dos outros, da mesma forma que eram um só corpo em Cristo "Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros" (Romanos 12: 5).

Da mesma forma que o pão representava o corpo de Cristo "Isto é o meu corpo..." (v. 24), cada um dos discípulos passaram à condição de membros deste corpo.

Paulo citou todos os elementos quando se comemora a morte de Cristo:

            a) Jesus entregou o pão a todos os presentes;

            b) todos estavam comendo a páscoa;

            c) o cálice foi repartido e entregue a todos os discípulos.

Estes elementos demonstram que todos os discípulos estavam reunidos em um único propósito: participarem da páscoa.

No antigo testamento todos os israelitas deviam participar do cordeiro pascoal. Da mesma forma, Cristo demonstra que todos os cristãos devem participar da ceia instituída no Novo Testamento, sendo que, até mesmo Judas participou do pão e do cálice.

Cristo sabia que Judas era um traidor, no entanto, deixou-o participar do pão e do cálice.

Pedro participou da ceia, mesmo Cristo sabendo que seria negado mais tarde.

Logo após a ceia houve uma grande discussão entre os discípulos sobre qual deles haveria de ser o maior no reino dos céus, mas todos participaram da cerimônia Lc 22. 24- 30.

No jardim do Getsêmani todos os discípulos dormiram em um dos momentos mais cruciais, deixando Jesus só.

Pedro, muito tempo depois, tornou-se repreensível e Paulo teve que exortá-lo, porém, não há registro de que Pedro tenha deixado de participar da ceia por tornar-se indigno.

Todos estes casos demonstram que questões comportamentais, morais, hábitos e maneira de viver não tornam os homens indignos de participarem do pão e do cálice.

 

“Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (v. 26).

Ao instituir a ceia (comer do pão e beber do cálice), Jesus estava:

a) Dando a entender que os discípulos eram o corpo de Cristo (v. 24), e;

b) Que há uma nova aliança, um novo Testamento entre Deus e os homens firmado no sangue de Cristo (v. 25);

c) Comer do pão e beber do cálice em memória de Cristo é anunciar a morte de Cristo até a sua vinda (v. 26).

 

“Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor”(v. 27).

Paulo demonstrou anteriormente que a ceia é anuncio da morte do Senhor, e neste versículo remete os leitores a uma conclusão: “Portanto...”.

Paulo demonstra que qualquer um que comer do pão e beber do cálice indignamente, este será culpado do corpo e do sangue do Senhor.

 

 

 

Claudio Crispim

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