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O Novo Nascimento
Quem Crer
“...da mesma forma importa que o
Filho do homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê tenha a
vida eterna” (João 3: 15)
Jesus não estava evidenciando a Nicodemos o
evento da sua morte. Ele anunciou a sua morte de maneira implícita ao
destacar que o Filho do homem haveria de ser levantado. Mas, o que Jesus
procurou destacar?
Jesus simplesmente estava destacando que, em
importância, o que a serpente de metal representava para o povo de Israel, o
Filho do homem representa para a humanidade.
A mesma
importância que a serpente de metal erguida teve para o povo de Israel,
Jesus Cristo crucificado representa para a humanidade: Cristo é vida para
aqueles que estão mortos em delitos e pecados.
Deus não exigiu
dos picados pelas serpentes que se fizesse algo em troca do livramento da
morte iminente. Deus providenciou salvação poderosa ao povo de Israel e para
serem participantes de tal salvação bastava simplesmente crer na palavra
anunciada por Moisés: precisavam olhar para a serpente erguida na haste de
metal.
O ponto
principal da declaração de Jesus centra em uma única questão: da mesma forma
que os picados pelas serpentes tiveram que crer na mensagem apregoada por
Moisés, a humanidade precisa crer em Cristo para ter acesso à nova vida.
Deus não
escolheu dentre o povo de Israel aqueles que seriam salvos, antes todo o
mordido que olhasse para a haste haveria de viver, conforme a palavra de
Deus. Da mesma forma Deus não escolhe dentre os homens perdidos aqueles que
serão alvos de sua graça. Todos quantos crerem em Cristo terão vida eterna.
O novo
nascimento dá acesso a vida eterna livrando o homem da morte eterna. Através
do novo nascimento o homem entra pela porta estreita que é Cristo, visto que
através do nascimento natural o homem teve acesso a porta estreita.
Quem não crer perecerá, e aquele que crer terá
vida eterna. Não é uma escolha entre duas alternativas. É uma decisão: o
homem já está condenado e deve decidir-se em aceitar a salvação proposta (v.
18).
Não há como o homem desconsiderar o convite de
salvação, visto que, não é uma escolha, e sim uma decisão!
Aos picados pela serpentes não restava
alternativa a não ser olhar para a haste de metal, uma vez que já estavam
condenados Hb 2: 3.
Da mesma forma que Adão decidiu de moto próprio
comer do fruto da árvore do bem e do mal, é preciso o homem decidir-se de
moto próprio comer o Pão vivo que desceu do céu que dá vida eterna aos
homens.
O Amor de Deus
“Porque Deus amou o mundo de tal
maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3: 16)
A base de tudo que Jesus disse a Nicodemos é o
amor de Deus.
Deus amou todos os
homens e Jesus é a prova evidente deste amor.
O ato de ter entregue o seu único Filho em
resgate da humanidade concede-nos o parâmetro necessário para mensurarmos a
dimensão deste amor.
Deus entregou o seu Filho em resgate da
humanidade, e não de alguns. Da mesma maneira que a serpente de metal
sinalizava vida a todos quantos olhassem para ela, Cristo é salvação a todos
os homens, sem distinção alguma.
A salvação é para todo aquele que N’ele crê,
da mesma maneira que foi dito “... viverá todo o mordido que olhar
para ela”.
Em momento algum Jesus demonstra que Deus selecionou algumas pessoas para
serem agraciadas em particular. Antes convida a todos que creiam na
providência, para que tenham vida eterna.
۩
O amor de Deus não é demonstrado em conivência ao pecado, ou seja, ele não
aceita o culpado como sendo inocente!
Deus é amor, mas também é justiça. O amor de Deus não é um sentimento, onde
Ele tem preferência entre A e B. Deus comporta-se segundo o seu amor que é
demonstrado em justiça.
Por Deus amar os homens a justiça de Deus foi manifesta em Cristo.
Desta maneira verifica-se que Ele não pode aceitar o culpado como sendo
inocente. Ele não pode estar (unir-se) com o impuro.
Os culpados estão sob condenação e não serão aceitos por Ele. Os culpados
devem receber a pena estipulada: morte. Quando o homem morre com Cristo é
justificado do pecado Rm 6: 7, e ao ressurgir com Cristo (nascerem de novo)
é declarado livre de culpa Rm 4: 25.
A ação divina não é reconciliação com a criatura
perdida (velho homem). Ele não toma o velho homem e o aceita na condição de
justo. Antes o velho homem (o pecador) precisa ter um encontro com a cruz de
Cristo. Este homem é crucificado, morre e é sepultado, tudo por meio da fé
em Cristo.
Em seguida um novo homem é criado (ressurge) e
Deus o declara justo diante d’Ele. Este novo homem é criado através da
semente incorruptível (água), e segundo Deus (Espírito), em verdadeira
Justiça e Santidade.
Estas são as bases para as doutrinas da
Justificação e Santificação.
A justificação do homem é por meio da nova vida
que se adquiri em Deus. Justiça esta que não é conforme a justiça que se
estabelece nos tribunais humanos. A justificação é de vida, da mesma forma
que a condenação foi de morte (Romanos 4: 18).