Pág. 7
O Novo Nascimento
A Serpente no Deserto
“Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, da mesma
forma importa que o Filho do homem seja levantado...” (João 3: 14)
Jesus estabelece um comparativo sem parar a explicação que vinha
desenvolvendo. Complementando a idéia
do versículo anterior, Jesus introduziu uma comparação: "Assim como...".
Nicodemos conhecia a passagem bíblica das
serpentes ardentes e Jesus passa a demonstrar a importância de sua morte e a
forma (maneira) como haveria de ser morto através desta passagem.
O mestre da lei estava sendo esclarecido naquele
instante, em linhas gerais, sobre o que haveria de ocorrer com o Filho do
Homem.
Quanto à forma,
Jesus haveria de ser levantado da terra dando da sua morte da mesma maneira
que a serpente de metal foi erguida por Moisés no deserto.
Quanto à importância,
a serpente de metal ‘trouxe’ vida àqueles que foram picados pelas serpentes
(aos condenados à morte), e Cristo, trouxe vida ao mundo que “jaz”, ou seja,
que está morto no pecado.
O contexto é delineado através de todos os
elementos apresentados no texto. Não é só analisar as frases isoladamente da
seguinte forma: “Moisés levantou a serpente no deserto”. Se analisarmos esta
frase isoladamente teremos uma afirmação, mas quando analisamos a frase
dentro do contexto, temos uma comparação.
Jesus fez uma comparação e passa a Nicodemos uma
idéia que só entenderemos quando considerarmos todos os elementos presentes
no texto: “E assim como
Moisés levantou a serpente no deserto...”.
Para melhor entender a comparação que
Cristo fez, faz-se necessário analisar a referida passagem do Antigo
Testamento.
A passagem de Números 21: 4- 9 relata que o
povo de Israel ficou impaciente enquanto caminhavam pelo deserto e passaram
a maldizer: “Por que nos fizestes subir do Egito, para que morrêssemos neste
deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão
tão vil” (Números 21: 5).
Diante da murmuração, Deus enviou serpentes
ardentes e estas mordiam o povo, e ao sentirem que estavam amaldiçoados,
foram até Moisés e disseram: “Havemos pecado, porquanto temos falado contra
o Senhor e contra ti”..
Então disse o Senhor a Moisés: “Faze uma
serpente ardente, e põe na sobre uma haste, e será que viverá todo o mordido
que olhar para ela”. Foi quando Moisés fez a serpente de metal, e colocou em
uma haste, e “mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de
metal, e ficava vivo”.
a) a
praga das serpentes foi conseqüência direta do pecado do povo;
b) a
salvação para os picados pelas serpentes estava na palavra de Deus
anunciada por Moisés;
c) a
serpente de metal foi erguida por ordem divina;
d) bastava
um olhar para que o favor de Deus fosse alcançado.
A palavra de Deus foi: “E será que viverá todo o
mordido que olhar para ela”, e Moisés anunciou ao povo o que Deus disse.
Observe a universalidade da mensagem (todo o mordido) e a necessidade dos
ouvintes de Israel (não morrerá). Da mesma forma que os picados pelas
serpentes estavam condenados à morte, toda a humanidade também está
condenada à morte em Adão.
A mensagem, a que Moisés foi comissionado a
transmitir, não excluía nenhum dos picados pelas serpentes. Todos sem
exceção que olhassem para a serpente de metal haveriam de alcançar uma nova
oportunidade de vida. A oferta de salvação a humanidade também não é
diferente: todos, sem exceção, são alvos da graça de
Deus.
Os ouvintes de Moisés necessitavam da cura e
nada lhes foi exigido. Bastava um simples olhar em direção à serpente de
metal e haveria de ter uma 'nova' vida. Esta mesma oferta é feita a
humanidade: precisam olhar para quem prometeu a nova vida, pois a garantia
de nova vida esta em quem é Fiel, se qualquer exigência ou obras a serem
realizadas por parte dos agraciados.